Pedras pretas – 60P


C Mocho

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Pois… tanta conversa e nenhuma imagem!

Não, não tenho fotos de antes da limpeza. Não tenho fotos tiradas antes de ter resolvido recuperar a montagem... Com efeito nesse momento estava longe de saber se ia ou não ser recuperável aquela desgraça.

 

No dia seguinte à limpeza dos vidros, fui comprar umas plantas de reforço para substituir as plantas de caude que removi no fundo. Plantei Hemianthus micranthemoides e reforcei a H’ra e fiquei a pensar se não estava a deitar dinheiro para rua:

large.2020-08-10-60P.jpg

10 de agosto

 

Uma semana depois já conseguia observar que as plantas estavam a crescer bem, sem algas, embora as Buces estivessem todas cheias de buracos… Foi tempo da primeira poda “radical”, e foi então que comecei o ataque às algas nas pedras (que confesso, tinham o seu encanto, mas eram inquestionavelmente excessivas):

large.2020-08-16-60P.jpg

16 de agosto

 

Um mês e meio depois, considero a guerra com as algas vencida. Ainda aparece algum verdete nos vidros e as pedras ainda mostram alguns vestígios do seu passado, mas nada que não se consiga controlar com facilidade:

large.2020-09-30-60P.jpg

30 de setembro

 

A aquariofilia é um exercício de disciplina, paciência e persistência. Agora sim, agora já posso começar a pensar num novo layout, que este finalmente conseguiu alcançar os mínimos necessários. Ainda vai levar umas podas até conseguir melhorar alguns aspetos que não estão suficientemente conseguidos. Em alguns locais a macrandra ainda não se vê, mas é ela que vai dar a profundidade que eu pretendo (aquela que se vê atrás da pedra central vai sair, pois trata-se de um vaso onde o que restou da montagem inicial tem estado a ser recuperado e canibalizado), mas basicamente está feito!

Quando parece que está tudo perdido, há sempre oportunidade de lamber as feridas, voltar a lutar e aprender mais qualquer coisa!...

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On 31/08/2018 at 00:56, C Mocho disse:

Pedras pretas – 60P

 

O problema principal dos aquários é como a droga. Acaba-se por querer sempre mais!...

Imaginem-se com um aquário vazio, que por motivos de renovação da decoração da casa foi parar ao escritório, mesmo à frente da vossa secretária! Pior, à frente ainda o PC o tapava, mesmo no ângulo ao lado do monitor! É uma coisa que não se deve permitir nunca, mas eu deixei e aguentei uma data de meses, quase um ano a olhar para aquele caixotezinho de vidro que há uns anos atrás tanto prazer me deu.

Como muitas das horas que passamos à frente do computador não são na realidade verdadeiramente produtivas, acabei por dar por mim a pensar que há muitos, muitos anos que gostaria de ter um iwagumi, daqueles que se vêm na net, que não precisam de podas, fertilização, TPA’s, mas nos deixam deliciados. Pois eu sei, isso só existe na net e na minha imaginação, mas é uma pena ter um caixote de vidro mesmo à nossa frente o dia todo e não meter nada lá dentro que justifique as horas que involuntariamente passamos a olhar para ele!

Ok, das TPA’s é difícil livrar-me e um bocadinho de fertilização será inevitável… um iwagumi ou um clássico holandês?!... Um holandês não é para a minha destreza e um desafio desses um 60P é para que tem muita habilidade, coragem e conhecimento. Confesso que quando vi o primeiro iwagumi fiquei de boca aberta, mas entretanto nunca se proporcionou tentar ter um. E asseguro-vos que é muito bom imaginar iwagumis perante um caixote vazio que passa o dia a atormentar-nos à frente da nossa secretária… podemos mudar tudo num ápice, mas não é bem a mesma coisa que ter um real com pequenos pormenores para melhorar ou grandes problemas para resolver.

 Não sabia bem onde é que elas andavam, mas tinha para aí umas pedras pretas, roubadas há muitos anos que fariam um iwagumizito porreiro, andam é um “bocadinho espalhadas” pela quinta, afinal já cá andavam há muitos anos e na altura o caixote ainda estava cheio.

E pronto, comecei a brincar com o assunto e fiz um desenho. Confesso que então ainda não tinha a certeza, mas depois disto já não havia volta a dar… (é como aqueles ex-fumadores que numa noite de borga dizem para um amigo “- É só este!...”).

60-0-desenho1.jpg

Primeiro pensamento: Eleocharis é porreira, depois de arrancar fica muito bonita (quando não morre no arranque) e se for escolhida adequadamente até nem precisa de muita poda. Depois, umas “coisitas” para dar escala e profundidade, talvez o E. Tenellum e ali no ponto focal, veremos… Ponto da situação (desculpas), tenho o caixote, uma calha PLL 2x36W, um velho eheim 2213… isto até não ficará caro nem complicado (mais um erro de cálculo)!... Depois, quando me cansar do iwagumi (não sei como é que é possível, mas pelo que tenho visto já aconteceu), ponho umas moitazitas e parece novo!

60-0-desenho2.jpg

Pois, eu sou burro. Burro e sonhador!... Acabei por ir procurar as pedras, que afinal não eram nada do que eu tinha desenhado, mas efetivamente eram pretas (ou quase). Comprei um caixote novo, porque entretanto comecei a ficar “perturbado” com aqueles casquilhos pretos e antiquados… achei que o 2213 afinal era viável, mas curto e estou à espera de outra coisa. Depois, comecei a reler e efetivamente a eleocharis é muito bonita, quando tem CO2 com fartura (pronto, lá se foi o low tec baratinho para aproveitar o material lá de casa)! Por último, comecei a pensar que as PLL não eram bem aquilo que eu mais gostaria de ter, conclusão, aguardo uma nova calha RGB!

Lá se foi uma pipa de massa, mas continuo burro e sonhador!

Setup:

1.      Pedras Pretas

2.      20/09/2018

3.      Dimensões: 60 x 30 x 30 (60P) - 64,8 l brutos / <50l útieis

4.      Equipamentos: Filtro - EHEIM classic 350 (2215) EHEIM professionel 4+ 250T - Twinstar Light 600E - Sistema de CO2 - Co2 Kit Pro completo c/ electroválvula e botija de 2kg (Casa dos Discus) - Chihiros Doctor Mini S

5.      Substratos: ADA Power Sand Special S / Tourmaline BC / Aqua Soil-Amazonia Normal - Areia – Pedras de basalto

6.      Fertilização: ADA system

7.      Fauna: n/e

8.      Plantas: Anubias nana Pangolino - Anubias ‘petite’ - Cryptocoryne lutea 'Hobbit' - Cryptocoryne parva - Eleocharis pusilla - Eriocaulon breviscapum - Hemianthus callitrichoides 'Cuba' Marsilea crenata - Riccardia Chamedryfolia - Rotala macrandra 'Narrow Leaf' - Rotala sp. "H'Ra" ("Gia Lai") - Rotala spec. "Green"

Boa noite, 

Afinal, temos artista. Dá para ver pelo esboço. 

Já tinha consultados o teu perfil quando destes umas dicas mas, sou eu que estou velho e também um pouco desformatado das tecnologias mas acho que este fórum tem tantas possibilidades que torna-se pouco amistoso. 

Bem Mocho... só agora conheci este trabalho... Estava a ler tópicos não lidos... Excelente trabalho 👍👍

Edited by Arlindo
Falta de atenção
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Obrigado Arlindo,

efetivamente o desenho é uma das ferramentas mais bonitas para expressar a nossa imaginação... Todos temos imaginação e todos somos artistas, cada um à sua maneira.

Como te disse antes, eu também gostei imenso dos teus desenhos. Não esperes pela "reforma"... Agora é que estamos vivos, vamos lá viver! 😉

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há 1 hora, C Mocho disse:

Obrigado Arlindo,

efetivamente o desenho é uma das ferramentas mais bonitas para expressar a nossa imaginação... Todos temos imaginação e todos somos artistas, cada um à sua maneira.

Como te disse antes, eu também gostei imenso dos teus desenhos. Não esperes pela "reforma"... Agora é que estamos vivos, vamos lá viver! 😉

Olá, 

Por curiosidade, dado os tipos de carvão e traço que utilizas nos teus desenhos, posso perguntar se trabalhas na área das artes ? É porque se não, diria que tens veia. 👌👌👌

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há 11 horas, Arlindo disse:

Por curiosidade, dado os tipos de carvão e traço que utilizas nos teus desenhos, posso perguntar se trabalhas na área das artes ? É porque se não, diria que tens veia. 👌👌👌

Pois Arlindo, o desenho é uma das minhas ferramentas de trabalho. Não é o objetivo, mas é uma das minhas principais ferramentas.

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On 01/10/2020 at 18:36, C Mocho disse:

Pois… tanta conversa e nenhuma imagem!

Não, não tenho fotos de antes da limpeza. Não tenho fotos tiradas antes de ter resolvido recuperar a montagem... Com efeito nesse momento estava longe de saber se ia ou não ser recuperável aquela desgraça.

 

No dia seguinte à limpeza dos vidros, fui comprar umas plantas de reforço para substituir as plantas de caude que removi no fundo. Plantei Hemianthus micranthemoides e reforcei a H’ra e fiquei a pensar se não estava a deitar dinheiro para rua:

large.2020-08-10-60P.jpg

10 de agosto

 

Uma semana depois já conseguia observar que as plantas estavam a crescer bem, sem algas, embora as Buces estivessem todas cheias de buracos… Foi tempo da primeira poda “radical”, e foi então que comecei o ataque às algas nas pedras (que confesso, tinham o seu encanto, mas eram inquestionavelmente excessivas):

large.2020-08-16-60P.jpg

16 de agosto

 

Um mês e meio depois, considero a guerra com as algas vencida. Ainda aparece algum verdete nos vidros e as pedras ainda mostram alguns vestígios do seu passado, mas nada que não se consiga controlar com facilidade:

large.2020-09-30-60P.jpg

30 de setembro

 

A aquariofilia é um exercício de disciplina, paciência e persistência. Agora sim, agora já posso começar a pensar num novo layout, que este finalmente conseguiu alcançar os mínimos necessários. Ainda vai levar umas podas até conseguir melhorar alguns aspetos que não estão suficientemente conseguidos. Em alguns locais a macrandra ainda não se vê, mas é ela que vai dar a profundidade que eu pretendo (aquela que se vê atrás da pedra central vai sair, pois trata-se de um vaso onde o que restou da montagem inicial tem estado a ser recuperado e canibalizado), mas basicamente está feito!

Quando parece que está tudo perdido, há sempre oportunidade de lamber as feridas, voltar a lutar e aprender mais qualquer coisa!...

Sem ver a poda de Setembro, diria que o resultado melhor é o de 16 de Agosto. 👌

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há 3 horas, JoseCarlosMarques disse:

Aquilo verde nas pedras são algas? E eu a pensar que seria musgo, de tão bonito que parecia estar... já te ia perguntar a espécie...

Sim José Carlos, são algas filamentosas. Até que são giras, não são? Agora imagina isto espalhado pelos vidros, pelo equipamento e por muitas das plantas… Um desespero que faria qualquer um desmontar tudo e fazer “reset”, mas eu sou um bocado anormal, LOL. No início ainda pensei em deixá-las, mas rapidamente verifiquei que elas estavam a crescer tanto como as plantas, o que iria naturalmente revelar-se um equilíbrio muito difícil de controlar.

Suponho que será possível alcançar um efeito semelhante com Cladophora aegagropila, que também é uma alga, mas bastante mais controlável! Sobretudo quando aplicada em pedras com um pouco de textura, contudo num aquário deste tamanho será complicado alcançar uma escala convincente.

A minha ideia ao reativar este tópico, foi efetivamente demonstrar aos menos experientes que só perdemos uma guerra quando desistimos de lutar. Eu perdi as primeiras batalhas, em determinado momento até me dei como vencido, mas recuperei o fôlego e afinal nada é impossível.

há 2 horas, Arlindo disse:

Sem ver a poda de Setembro, diria que o resultado melhor é o de 16 de Agosto. 👌

Pois é Arlindo, a poda de agosto foi quando eu acreditei que seria possível recuperar esta montagem. As plantas estavam a crescer sem algas e para vir a conseguir moldá-las de acordo com a minha pretensão ainda serão precisas muitas podas.

Agora está ainda longe do ponto que eu pretendo. A H’ra ainda terá de crescer mais no lado direito e ser contida no lado esquerdo. A Rotala macrandra narrow leaf, por exemplo, que tem estado a ser recuperada a partir de 2 pés… nalguns locais já se começa a mostrar, mas noutros continua escondida, e será ela o principal elemento que irá criar a profundidade que eu pretendo no médio plano. A Eleocharis pusilla, curiosamente comeu as Cryptos o que estão no lado esquerdo, mas quase que despareceu no lado direito… etc., etc. As Buces, coitadas, ainda estão cheias de buracos, o mais razoável seria sem dúvida deitá-las fora e comprar outras, mas coitadinhas, elas não têm culpa da minha negligencia, portanto sinto-me na obrigação de as tentar fazer voltar a ficar saudáveis… Ainda continuo a ter algumas algas nos vidros, sobretudo green spot, mas é normal.

Quando eu digo que agora já posso pensar num novo layout, não quero dizer que este já alcançou o ponto desejado, mas sim que será uma questão de tempo para domar o que falta. Quer dizer é que agora voltei a ter vontade de olhar para o aquário e de cuidar dele!

 

Obrigado a ambos pelo vosso feedback. 😉

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On 03/10/2020 at 13:17, Arlindo disse:

Sem ver a poda de Setembro, diria que o resultado melhor é o de 16 de Agosto. 👌

Hoje, depois da poda e alguma limpeza:

large.2020-10-04-60P.jpg

 

Não gosto nada do aspeto de topiaria, mas é uma fase que me permite identificar e controlar os crescimentos em cada zona... Prefiro uma imagem mais "selvagem", mas terei de esperar!

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Grande recuperação, como disseste e bem só prova que nunca nos devemos dar por vencidos.

É sempre mais importante perceber os erros e actuar nos pontos a melhorar, só assim conseguir aprender e desenvolver capacidades.

Parabéns pela resiliência e pelo testemunho.

Agora é aproveitar a montagem para continuar a constante aprendizagem!

Cumprimentos
Ismael Figueira

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há 3 horas, ismael_figueira disse:

É sempre mais importante perceber os erros e actuar nos pontos a melhorar, só assim conseguir aprender e desenvolver capacidades.

Obrigado Ismael. Tu foste daqueles que mais me incentivaram desde o início, pelo vosso apoio e por tudo o que tenho aprendido neste fórum ao longo de tantos anos, considerei que este testemunho seria pertinente e talvez motivador para mais alguém!...

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há 7 horas, C Mocho disse:

Obrigado Ismael. Tu foste daqueles que mais me incentivaram desde o início, pelo vosso apoio e por tudo o que tenho aprendido neste fórum ao longo de tantos anos, considerei que este testemunho seria pertinente e talvez motivador para mais alguém!...

"... Não gosto é daquelas duas rotalas do lado esquerdo" 😂😂😂😂👌👌👌

Agora a sério, tudo é discutível, continuo a olhar a foto de dia 16 como sendo a melhor paisagem, permitindo ver do lado esquerdo pedras menores que conferem maior profundidade / perspectiva. 

Gostei também de ver, em fotos anteriores, a perspectiva lateral também criada. É esses dois caminhos. Esse aquário ao vivo ainda sem plantas estava, na minha opinião, brutal !

Vamos ver para onde as plantas nos levam... 👌👌👌

Edited by Arlindo
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há 4 horas, Arlindo disse:

"... Não gosto é daquelas duas rotalas do lado esquerdo" 😂😂😂😂👌👌👌

 

Eu também não!...

Sim Arlindo, compreendo o que queres dizer, e só tenho de concordar…

Efetivamente, o hardscape prometia outra coisa. Eu disse que gostaria de fazer algo tipo iwagumi, pois disse! Mas também já disse que “aquilo que nós queremos e aquilo que a vida nos traz nem sempre coincide plenamente”. Portanto, aqui vai disto:…

Pois é, eu já tinha tido aquários plantados, sempre no limbo do que seria o ideal… não tanto por ser sovina, mais por ser burro, e achar que conseguiria contornar alguns aspetos técnicos mais básicos, apenas porque alguém afirmou que seria possível contorná-los! Também já tinha tido uma suave abordagem ao “aquascape”… com umas pedras, uns troncos e umas plantas bonitas lá no meio. Quando descobri o Takashi Amano, ainda qualquer aquário com duas ou três pedras porreiras, uma blixas e umas rotalas e uma planta de tapete faziam um efeito expendido e plenamente satisfatório, (e ainda fazem: “Less is more”!).

No entanto, quando montei este aquário, fi-lo porque tinha saudades…. Fi-lo porque precisava deste acréscimo a tantas outras coisas maravilhosas que tenho encontrado na vida! Se agora o estivesse a fazer outra vez, tenho consciência que teria de optar por outro tipo de plantas diferente das minhas opções… Não porque a vida nos “traz o que traz”, mas porque mesmo com a minha visão inicial, as plantas que eu idealizei teriam comido (e comeram), a delicadeza inicial  do hardscape.

Possivelmente só poderia usar musgos, crenata, parva e pouco mais… ficaria lindo, sim! Mas a minha perícia com “musgos” deixa muito a desejar! Supus que a Pusila me deixaria ver o hardscape… Ilusão, aquilo era tudo muito “mínimo” … (repara as Buces são relativamente pequenas e parecem “palmeiras”). Enfim, é tudo uma questão de experiência e experimentação, se fosse agora, teria seguramente opções diferentes e descobriria depois novos erros a não repetir! Errei sobretudo na ESCALA! (um aspeto que vejo puco abordado nos milhares de vídeos que já vi).

Neste momento o meu caminho é outro. Estou a tentar entender como é que estas plantas reagem… estou a pensar adicionar uma ou duas novas variedades para ver como é que elas se comportam. Mas já não é bem para esta montagem, é mesmo é para poder fazer uma nova montagem com um bocadinho mais de “know how”  relativamente a algumas plantas…

O meu erro foi o oposto da maioria dos erros que aqui testemunhamos! Inconscientemente, eu pensei: “mariquices!... eu comecei com um filtro de fundo, umas elódeas umas cabombas e umas pedras, mas consegui ter um aquário lindíssimo, com peixes saudáveis!"... Mas isto foi há mais de 40 anos 😉. Agora, a meta é outra, o objetivo é outro. A ideia não é simplesmente ter um aquário bonito. É saber como conseguir ter o aquário que eu idealizei! Vi muitos vídeos, (talvez não tenha dado a devida importância à escala. Uma linda pinatifita, num aquário de 90 cm tem presença, num aquário de 60, tem muita presença… num aquário de 20 cm, impõe-se! E eu, só mais tarde percebi esse “pormenor”, que nas fotos é difícil de entender.

 

Quanto à perspetiva lateral… pois, efetivamente é essa que eu estou constantemente a observar e aí não há hipótese! Se de frente não estiver bem, desse angulo “escapa”! LOL

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Também acredito no caminho que se afasta dos nossos planos pois, ele poderá ser enriquecedor em novos projetos. 

Se para muita gente, poderá parecer simples e fácil os trabalhos do Amano ou um simples Iguami, eu diria que encerram uma série de conhecimentos que nem toda a gente tem ou consegue e atingir, seja apenas pelo conhecimento de escala /perspectiva como também da manutenção, uso e conhecimento e utilização das plantas para tais configurações. 

Diria que o simples parece simples e que o elaborado parece mais complexo mas, ambos encerram técnicas e conhecimentos para resultarem naquilo que são. 

No meu caso, nunca teria um diorama porque, e aqui é muito pessoal, nunca desenharia um bonsai ou oliveira debaixo de água.... se bem que existem árvores submersas, acho que não é o desenho adequado para a escala dos aquários que temos cá casa... No entanto, reconheço e admiro a técnica e conhecimentos utilizados nos dioramas e o impacto "Daliniano" que me provocam. 

Outros estariam a desistir perante insucesso do que projetaram. Admiro a tua honestidade e assunção de alguns fracassos e esforço em contornares o que não funcionou em experiências que vão, com certeza, originar mais valias em conhecimento que poderás utilizar em futuros projectos. 

(Já sei a quem vou pedir umas dicas 😂😂👍👍👍

 

 

Edited by Arlindo
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Ui... estou a gostar muito desta discussão, e a aprender bastante com ela. Aliás... tenho lido aqui ideias e desabafos que num ano de Aquariofilista ávido de conhecimento (ainda sou muito verdinho nisto...), nunca ouvi em lado nenhum, e isso faz-me acreditar que daqui deveria sair quase um "artigo" ou uma "carta aberta" a todos aqueles que estão ou querem estar neste hobby. É incrível pensar que toda esta informação surgiu de um aquário vazio que por mais de uma vez esteve para ser desmontado. Para além da lição de vida que este post representa, contém ideias que quase aposto terem passado pela cabeça de todos nós, mas que nunca ninguém passou a palavras, e devo dizer que isso me tranquiliza bastante quando penso na quantidade de vezes em que não consegui recriar dentro do aquário aquilo que estava dentro da minha cabeça.

É muito fácil encontrar vídeos e artigos sobre a parte técnica da Aquariofilia, mas sobre a parte conceptual, que será tão ou mais importante, não há muita gente a falar. Aposto que muitos de nós seguem o canal da Green Aqua no Youtube, ou que já passaram por exemplo pelo canal daquele rapaz que se intitula o "Rei do DIY". Muito raramente vi referências nesses e noutros canais sobre o custo e o trabalho envolvido na construção de um aquário. Sobre a verdadeira necessidade de utilizar um filtro melhor, ou um substrato mais ou menos rico em nutrientes, tendo em conta o resultado que se pretende. Gostava, por exemplo, de ler e ouvir, como li aqui hoje, o quão difícil é seguir os passos de um mestre como o  Takashi Amano, ou o porquê dele se ter tornado esse "ícone" que todos gostam de referenciar. Não sei até que ponto isso se deva à falta de conhecimento que, quem fala, pode ter em relação a esses assuntos, ou se será resultado do realidade que atravessamos, onde procuramos que nos enfiem as respostas dentro da cabeça em vez de termos alguém que nos faça pensar para chegarmos a essa respostas. E o que acontece, depois, claro, é cairmos em ideias erradas como pensar que podemos montar um Iwagumi com meia dúzia de pedras, dois ou três potes das plantas que usava o tal mestre, enquanto seguimos a regra dos terços...

A Aquariofilia é, a meu ver, uma forma de Arte que consome muito tempo e muito trabalho. Sou fotógrafo de profissão, com um curso superior na área, e durante a minha formação (que tento que dure até aos dias de hoje) a maioria da informação que encontro empurra-me para o conhecimento técnico. Mesmo em convívio com outros profissionais da área, as conversas acabam sempre por cair sobre o equipamento que cada um usa, a melhor forma de o usar ou as regras de composição a seguir. Mas a par disso também gosto de pensar que sou um fotógrafo conceptual e, nesse sentido, dou por mim a "comer" todos os documentários e artigos onde ouço e leio as palavras daqueles que estudam os mestres da Fotografia, para tentar evoluir e aproximar-me do nível deles. Não são fáceis de encontrar, mas aparecem esporadicamente alguns. Talvez este post, que deveria ser "apenas" sobre um tanque plantado, continue a tornar-se numa valiosa fonte de conhecimento teórico para aqueles que querem construir um aquário. Por essa razão volto ao que disse no início... talvez daqui devesse sair um artigo mais conceptual, ou até uma série de textos que ajudem a conceptualizar a Aquariofilia de modo a eleva-la ao patamar que merece.

Peço desculpa pelo texto tão longo. Acho que estes últimos testemunhos me fizeram acordar esta manhã com vontade de valorizar o conhecimento que alguns membros deste Fórum parecem ter e querer mostrar. Gostava muito que isso continuasse a acontecer.

Um abraço a todos.

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É verdade José, como em tudo o que nos conduz este hobby não é exceção! Em tudo o que vivemos e experienciamos tem sempre um "quê" de arte e à que observar e analisar a parte conceptual de forma a definirmos para nós em que consiste uma determinada arte. O conceito, a técnica e a criatividade aliados fazem a arte que tanto gostamos de apreciar, por isso mesmo quando observamos um aquário bem planeado e equilibrado respeitando certas e determinadas diretrizes tais como composição e a regra dos terços tudo se torna mais harmonioso e agradável de contemplar. É essa a nossa busca incessante quando construímos um aquário, da mesma forma que um fotógrafo procura a fotografia perfeita ou um pintor procura realizar uma obra icónica. Takashi Amano conseguiu isso mesmo, procurou recriar num aquário aquilo que observava na Natureza e na imperfeição da mesma chegou ao seu exponente máximo daí ser um exemplo para todos nós.

Transpondo isto para os nossos aquários, somos todos artistas, ainda que amadores, mas tentamos sempre fazer o melhor de que temos conhecimento. Acaba por ser a criatividade e a dedicação de cada um de nós que faz destacar ou fazer uma obra culminar no sucesso. Aqui o aquário do @C Mocho é um excelente exemplo disso mesmo, errou, corrigiu, dedicou-se e não foi preciso muito para podermos ver o que está à vista. Continuo a dizer parabéns pela resiliência!

Abraço

Cumprimentos
Ismael Figueira

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  • 2 weeks later...

Está quase a ser inevitável uma nova poda, mas a H’ra ainda tem de crescer um bocadinho do lado esquerdo. A Macrandra, também do lado esquerdo, ainda está muito desequilibrada, mas com paciência vai ao lugar… No vazio (castanho) junto ao vidro mais para a direita, a Marsilea resolveu ficar castanhinha e desaparecer, mas agora parece estar a voltar (também não é coisa que me apoquente muito, pois um bocadinho de substrato à vista até que dá um ar menos plastificado à montagem).

A Buces é que ainda estão a sofrer. Suponho que a fertilização “menos/menos” na coluna de água, da ADA, talvez não seja o melhor para recuperar epífitas em sofrimento!...

Por motivo de rotura de stock, vou ter de mudar o esquema de fertilização. Depois de ponderar sobre o assunto, duas hipóteses seriam viáveis e apelativas:

A Seachem, onde eu conseguiria saber instantaneamente o que estaria a colocar (comecei “antes” do EI se ter tornado bem conhecido, a tentar entender o que é que precisava de fazer na minha caixinha de água e, ainda tenho a mania de querer entender o que é que estou a colocar lá dentro e porquê, e a Seachen é muito clara nesse conteúdo). Ou a Tropica, muito mais simplificado, mas fácil de entender para quem tem muitas coisas em que pensar em simultâneo…

Adorei a explicação do Filipe Oliveira sobre a fertilização da Seachen. Confesso que fiquei um bocadinho confuso com as instruções do fabricante, não as do Filipe (são muito avançadas para quem está destreinado como eu), mas com a ajuda da explicação do “The 2HR Aquaristic”, ficou claro!

Adorei também a explicação do Jorge Farmer, sobre a fertilização da Trópica… ficou esclarecido à primeira volta. Teoricamente, é básico.

Conclusão, optei pela Tropica, mas resolvi fertilizar diariamente. Suponho que assim, o choque da mudança de rotina seja mais fácil de assimilar pelas plantas. Temi que passar de uma rotina de fertilização “minimalista” diária, para uma diferente, ainda por cima semanal, seria uma alteração demasiado brusca…

Conclusão, se resultar tenho apenas dois produtos para adicionar, em vez de 3 ou 4 (esta montagem tem mais de 2 anos, daí o 4º)! Melhor ainda, se resultar, para além de poupar 30 segundos diariamente, até fica menos dispendioso. Veremos!...

Independentemente do sucesso ou do fracasso da nova rotina de fertilização, é tempo de começar a pensar em mudar o layout. Pode é ser forçadamente mais rápido do que eu desejaria… 😉 Mas nunca antes do Natal, porque o Menino Jesus não vem cá a casa todos os dias!

 

Aqui vai a foto de hoje (como diz a Vera, o pessoal gosta é de fotos). 😉

Não tirei o equipamento porque tive preguiça e sim, o difusor já podia tomar uma banhoca de lixívia... Sobre a pedra central repousa uma promessa de musgo que tem vários lugares reservados, e atrás vê-se a despontar a Macrandra narrow leaf que tenho estado a "recuperar e canibalizar para espalhar neste (e no outro) aquário... mas até estou a começar a gostar do efeito que ela faz atrás desta pedra!

large.2020-10-18-60P.jpg

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Já tinha espreitado o vídeo do Filipe, mas fiquei a meio quando comecei a perceber a quantidade de produtos que poderia ter que usar. Acho que vou ter que o ver novamente. Não nos queres fazer um resumo dos fertilizantes que optaste por usar e em que doses? Abraço.

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há 3 horas, JoseCarlosMarques disse:

Já tinha espreitado o vídeo do Filipe, mas fiquei a meio quando comecei a perceber a quantidade de produtos que poderia ter que usar. Acho que vou ter que o ver novamente. Não nos queres fazer um resumo dos fertilizantes que optaste por usar e em que doses? Abraço.

Acho que ficaste um bocadito baralhado. Vê lá o vídeo outra vez! O que o Filipe diz é que adiciona 4 produtos (que a Seachen tem “tudo” separado). Numa semana N, P, K… na semana seguinte Fe, K. É só isso.

No caso dele não fertiliza com oligoelementos (trace), porque usa água da torneira que na sua zona traz esses elementos em quantidade suficiente. Caso estivesse a usar agua de osmose, evidentemente que os teria de adicionar. Só quando tem de se ausentar é que utiliza dois outros produtos em vez destes, (ou melhor, a sua mulher utiliza o flourish e o flourish advance, apenas porque é mais simples e cómodo).

Quanto a mim, irei seguir as recomendações do Jeorge Farmer relativamente á quantidade de fertilizante a adicionar, mas introduzirei inicialmente cerca de 60% de Fertilizer e 40% de Premium, em dias alternados. Num dia coloco Fertilizer, no outro Premium… Como a semana tem um número ímpar de dias, irei ficar próximo das proporções semanais acima referidas, mais exatamente 57% / 43%. Dependendo do desenvolvimento das plantas e do aparecimento ou não de algumas algas (suponho que a GDA seja a mais provável), terei de adaptar a proporção de cada um deles. Desconfio que neste aquário, terei de aumentar o Premium e diminuir o Fertilizer, se quiser manter as cores, mas como ponto de arranque não quis arriscar ser tão radical.

Se não resultar, voltarei naturalmente a fertilizar com ADA, ficará a aprendizagem!…

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On 18/10/2020 at 11:53, C Mocho disse:

Acho que ficaste um bocadito baralhado. Vê lá o vídeo outra vez! O que o Filipe diz é que adiciona 4 produtos (que a Seachen tem “tudo” separado). Numa semana N, P, K… na semana seguinte Fe, K. É só isso.

No caso dele não fertiliza com oligoelementos (trace), porque usa água da torneira que na sua zona traz esses elementos em quantidade suficiente. Caso estivesse a usar agua de osmose, evidentemente que os teria de adicionar. Só quando tem de se ausentar é que utiliza dois outros produtos em vez destes, (ou melhor, a sua mulher utiliza o flourish e o flourish advance, apenas porque é mais simples e cómodo).

Quanto a mim, irei seguir as recomendações do Jeorge Farmer relativamente á quantidade de fertilizante a adicionar, mas introduzirei inicialmente cerca de 60% de Fertilizer e 40% de Premium, em dias alternados. Num dia coloco Fertilizer, no outro Premium… Como a semana tem um número ímpar de dias, irei ficar próximo das proporções semanais acima referidas, mais exatamente 57% / 43%. Dependendo do desenvolvimento das plantas e do aparecimento ou não de algumas algas (suponho que a GDA seja a mais provável), terei de adaptar a proporção de cada um deles. Desconfio que neste aquário, terei de aumentar o Premium e diminuir o Fertilizer, se quiser manter as cores, mas como ponto de arranque não quis arriscar ser tão radical.

Se não resultar, voltarei naturalmente a fertilizar com ADA, ficará a aprendizagem!…

Vou ter que ver melhor os vídeos, sim. Mas o teu método parece mais simples. Eu neste momento só utilizo um fertilizante de uma marca esquisita que me venderam aqui na minha terra, mas provavelmente aquilo até estará a fazer mais mal do que bem. E uso o Excel diariamente, para ver se a Monte Carlo cresce um bocadito mais rápido. Mas vou ver os vídeos e decidir por qual método vou optar. Obrigado pelas dicas e por teres partilhado o teu método. Já agora, e se mais alguém estiver a acompanhar esta conversa, ficam os links para os vídeos do Farmer e do Filipe

 

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Edited by Tozé Nunes
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C. Mocho, já tinha referido que gosto deste teu trabalho. 

Ficam um esboço, não sei se perceptível de algumas alterações que efectuava. Basicamente, nada (obviamente) a alterar no hardscape mas sim, no volume e recorte das plantas. 

Cumprimentos. 

large.IMG_20201018_132458__01.jpg

 

Edited by Arlindo
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Que desenho tão bonito. Obrigado!...

Relativamente ao volume, sim é mais ou menos isso que eu pretendo. Só o musgo é que não irá ficar ali, nem a Macrandra por detrás da pedra central. Não entendo muito bem é o que queres indicar com os círculos, suponho que são as áreas onde alterarias qualquer coisa, certo?

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há 57 minutos, C Mocho disse:

Que desenho tão bonito. Obrigado!...

Relativamente ao volume, sim é mais ou menos isso que eu pretendo. Só o musgo é que não irá ficar ali, nem a Macrandra por detrás da pedra central. Não entendo muito bem é o que queres indicar com os círculos, suponho que são as áreas onde alterarias qualquer coisa, certo?

large.IMG_20201018_134656_Bokeh.jpg

 

Bonito está o teu trabalho eu... só me limitei a fazer um esboço com algumas alterações / sugestões no sentido de lhe conferir maior profundidade. 

1- Aumentava o volume da macandra; a h'ra quase não lhe mexia, a não ser baixar o recorte horizontal para descer um pouco mais do que o bico da pedra. 

2- como referiste, retirava a Macrandra da parte de trás. Quanto ao musgo também. Parece que colocaste uma base/ rede por baixo deste. Se estivesse colado e aparado raso quase não se notava mas dava um bom apontament

3-Tirava a Marsilea toda da areia. Deixando esta só em poucas zonas, como também já tens junto às pedras. Pegava nesse pezinhos e....plantava-os do lado direito onde ficaste sem esta planta. 

4-Na pedra maior descia um pouco o recorte da Macandra do lado esquerdo e direito para ficar mais baixo que a pedra. Desta forma destacas a pedra criando mais profundidade e contraste nos vários planos. 

5-retirava a Macrandra (os pés que estão à frente da rocha maior) e subia mais a h'ra para ficar mais densa. 

São tudo sugestões. É mais fácil vermos os trabalhos dos outros e opinar devido ao distanciamento que temos. Não sei fazer melhor e, com isto quero dizer que, espero que não leves a mal as minhas observações. 👍

 

 

Edited by Arlindo
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Boa tarde Carlos e a todos os restantes,

 

Desde já tenho de reconhecer que este tópico é um bom registo para quem está a dar os primeiros passos no hobby, sendo possível acompanhar a evolução do aqua não só quando tudo está a correr bem, mas também quando as coisas começam a dar para o torto e a respectiva recuperação.

 

Em relação ao sistema de fertilização não vejo a vantagem de adicionar specialized e premium em dias alternados, porque não manter uma fertilização mais simples apenas com o specialized, que não só tem tudo o que o premium tem, mas inclui também nitrato e fosfato, o que olhando para o teu aqua (muitas plantas e poucos peixes) seria o ideal para manter o aquário equilibrado. A cor que queres obter nas plantas também não deixaria de ser possível se tiveres um bom nível de luz, dado que as plantas vermelhas são as que vais deixar crescer e aproximar-se mais do topo do aquário.

 

Já em relação ao aquascape, concordo contigo que a experiência neste hobby é bastante importante, principalmente no que diz respeito ao conhecer as plantas e a maneira como se vão desenvolver (em volume, altura e propagação), porque o exemplo que deste em relação à pinnatifida é clarissimo, e tendo eu iniciado este hobby à cerca de dois meses, já passei por essa aprendizagem em experiência própria. Diria mesmo, que o mais importante em Aquascaping é o conhecermos bem as plantas que utilizamos, tudo o resto vem por acréscimo.

 

O teu aqua está porreiro, mas parece-me muito vazio do lado esquerdo, uma rocha mais alta na parte traseira da rocha central (que tem o musgo) e a que está logo ao seu lado esquerdo era capaz de ficar mais equilibrado. Em relação ao plantado, apenas uma opinião, que espero ser construtiva:

- retirar as rotalas do lado direito frontal e atrás da rocha central com musgo, porque estraga a ideia de vale que pareces estar a querer definir (decisão que já tomaste pelo que li em cima)

- como a marsilea do lado direito "morreu", podias aproveitar para colocar também eleocharis no lado direito (a fazer espelho ao lado esquerdo), aproveitando a marsilea que ainda está em bom estado para adicionar detalhes no meio da eleocharis de ambos os lados

 

Cumps

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há 32 minutos, Diogo81 disse:

Boa tarde Carlos e a todos os restantes

Olá Diogo, muito obrigado pela tua contribuição nesta postagem.

Relativamente à fertilização, passando do esquema da ADA, (onde a introdução de nitratos e fosfatos é nula), para um esquema tipo TROPICA, é obvio que não poderia de um momento para o outro começar a introduzir apenas Specialized, que adiciona N e P juntamente com o potássio, os oligoelementos e o ferro… seria um caminho seguro para um enorme desequilíbrio. Mesmo assim, assumo que o risco de desequilíbrio é enorme, não estamos perante a apresentação de um novo layout onde o equilíbrio das coisas se vai estabelecendo, esta montagem já tem dois anos. O que aconteceu entretanto, é que a enorme carga de fertilizantes presente no substrato já foi gasta e por isso, a adição de algum nitrato e fosfato até será benéfica, (não, o solo ainda não está completamente esgotado, mas já está longe de ser um solo fresco). Se me reduzisse apenas ao Specialized, suponho que poderia ser uma alteração brusca, muito radical e excessiva, num sistema que já está estabelecido há bastante tempo. Para além disso ao cessar repentinamente a limitação de nitratos, a cor das Rotalas perder-se-ia de todo, e são sobretudo elas que me irão indicar o equilíbrio de fertilização que procuro.

O hardscape, já está definido desde há muito, agora o que procuro é encontrar o equilíbrio entre este e a vegetação que o acompanha. Por exemplo, no lado esquerdo que tu referes, a distância entre a última pedra e o vidro são cerca de 2,5 cm. Eu compreendo que não pareça, mas isso é para mim uma confirmação da ilusão de profundidade que eu procuro. Não entendo muito bem o que queres dizer com a ideia de uma rocha mais alta atrás da rocha central… talvez fosse interessante, mas suponho que me conduziria para outros caminhos. O hardscape está fechado há dois anos, e é a partir dele que eu procuro agora outras aprendizagens! Sim, naturalmente se voltasse a montar este aquário com as mesmas pedras, com o mesmo material, evidentemente faria quase tudo diferente.

Retirar as Rotalas do lado direito seria um enorme erro, que contrariaria aquilo que procuro obter. Elas criam uma cortina semitransparente que deixam adivinhar algo que acontece para além. Eu adoro essa dualidade e aí estou quase a atingir o meu objetivo. Sem esse acréscimo, parecia-me apenas um campo monótono com pouca diversidade de textura. Adoro a variabilidade cromática, mas ela não me basta. Tenho sim de controlar melhor o seu crescimento e o momento certo para as podar.

Atrás da rocha central, vão sair sim. Aquilo é um vaso que lá está atrás, para cultivar as plantas que me interessam para este e para outro aquário. É provisório! Contudo não entendo porque é que achas que uma rocha ficaria bem ali atrás e uma planta não!

A rocha central “não tem” musgo, o musgo está ali temporariamente (se reparares ainda está preso à grelha de arame em que é comercializado…), ele precisa primeiro de se estabelecer, desenvolver e depois sim será colocado nos locais adequados. Não tinha outro sítio para o colocar nesta fase de desenvolvimento sem ficar a tapar plantas que já estão no sítio certo! Neste caso trata-se de Fissidens, quando o comprei era uma “massa” verde escura agarrada à grelha, agora já começa a lembrar Fissidens, mas ainda muito pequenino, Espero que daqui a uns tempos já possa ser separado e transferido para os locais onde pretendo que se estabeleça definitivamente.

Eu tenho Eleocharis pusilla de ambos os lados da frente desta montagem, a diferença é que do lado esquerdo ela se desenvolveu muito mais do que do lado direito! Condições de iluminação, circulação/Co2? Não sei!... Desenvolveu-se tanto que “comeu” tudo o mais que lá existe. Também lá tenho Crypto parva, Lutea hobit, Albida Brown e Marsílea crenata… mas a Eleocharis impõe-se e tapa tudo. Do lado direito, como eu disse a Marsileia ficou castanha e desapareceu, mas agora parece estar a ressurgir. Uma vez mais, ao vivo a perceção é outra, aquele espaço entre as pedras e o vidro tem pouco mais de 1cm (não chega aos 1,5 cm), uma vez mais a ilusão de espaço que ali consegui deixa-me muito satisfeito, mesmo com um pouco de substrato à vista. Confesso que me agrada muito menos a explosão de Eleocharis do outro lado, mas também não me apetece arrancá-la!

A Marsileia na areia, por enquanto não me incomoda demasiado. Não, inicialmente não era o meu plano, mas enquanto não tapar excessivamente não me parece que a deva retirar. Ela revela a maturidade que esta montagem tem, e a forma como se distribui dificilmente seria montada pelas minhas mãos de forma tão harmoniosa. É a natureza a mostrar quem é que manda!

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