Uma Foto da Água da Minha Torneira!


paulosaints

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Depois de um amigo meu ter cá vindo fazer uns testes á água que me sai da torneira, aproveitei para tirar uma foto e mostrar a bela agua que se bebe aqui no Montijo...

Tem de tudo, ferrugem, pós de lavagem, pesticidas, fertilizantes, fosfatos, cloro com fartura, cobre, mercúrio, chumbo etc... e a lista continua!

A do aquario estava um cadinho pior...

O resultado disto será a montagem de um filtro softener + sedimentos á entrada da casa e uma osmose + mineralizador na torneira da cozinha!!!

Viva ás nossas aguas!!! (Pelo menos esta...)

 

DSC08006.jpg

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Esta nhanha aparece depois do teste, que é efectuado pelo processo de electrólise.

Para quem não sabe, electrólise é, segundo a Wikipeida: "é um processo que separa os elementos químicos de um composto através do uso da eletricidade. De maneira sumária, procede-se primeiro à decomposição (ionização ou dissociação) do composto em íons e, posteriormente, com a passagem de uma corrente contínua através destes íons, são obtidos os elementos químicos. Em muitos casos, dependendo da substância a ser eletrolisada e do meio em que ela ocorre, além de formar elementos ocorre também a formação de novos compostos. O processo da eletrólise é uma reação de oxirredução oposta àquela que ocorre numa célula eletrolítica, sendo, portanto, um fenômeno físico-químico não espontâneo."

 

Paulo

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Tens de convidar o pessoal para ir beber uns 'shots' disso a tua casa. biggrin Cheira-me a Peiote,siga para Mescal. :|

Zog Li

 

''As coisas difíceis levam algum tempo a fazer. As impossíveis levam mais um bocado''

 

http://almadagua.blogspot.com/

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Esta nhanha aparece depois do teste, que é efectuado pelo processo de electrólise.

Para quem não sabe, electrólise é, segundo a Wikipeida: "é um processo que separa os elementos químicos de um composto através do uso da eletricidade. De maneira sumária, procede-se primeiro à decomposição (ionização ou dissociação) do composto em íons e, posteriormente, com a passagem de uma corrente contínua através destes íons, são obtidos os elementos químicos. Em muitos casos, dependendo da substância a ser eletrolisada e do meio em que ela ocorre, além de formar elementos ocorre também a formação de novos compostos. O processo da eletrólise é uma reação de oxirredução oposta àquela que ocorre numa célula eletrolítica, sendo, portanto, um fenômeno físico-químico não espontâneo."

 

Paulo

Bem... grande explicação... como escreves "para quem não sabe", presumo que saibas e não tenhas "só" ido buscar à "wikipeida", como escreves. Como não me apetece comentar a definição de electrólise da wikipédia, cá ficam umas perguntas:

 

Como é que procederam, no teste à "decomposição (ionização ou dissociação) do composto em íons", como "manda" a wikipédia?

Porque fizeram o teste à água por electrólise? (para quê?, porquê esse método, onde está recomendado? está recomendado para decompôr o quê?

O que analisaram? Que resultados obtiveram? (Muito importante)

Como se formou o que se vê na foto?

Que quantidades de água sofreram electrólise?

 

 

Estou curioso!!!

 

Cumps

Edited by AGA

[size="1"][color="#4169e1"]
Aquário + Móvel Eheim Profissional II 6212 (240 L)
Termofiltro Eheim Profissional II 2128 (1050 L/h)
T8 40W (2800K) + T8 38W (10000K) + 2 x PLL 36W (6500K)
Injecção CO2 Botija com válvula solenóide[/color][/size]

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AGA, esclarece aqui o pessoal...

Tu não caíste na quimica de paraquedas pois não?

Deixas o pessoal curioso.

Esclarece lá porque fazes essas perguntas que eu não percebo nada disso.

 

Abraço!

Edited by jonasguindaste
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Tens de convidar o pessoal para ir beber uns 'shots' disso a tua casa. :rolleyes: Cheira-me a Peiote,siga para Mescal. :new-bday:

Zogli,

se o peyote está na água canalizada do Montijo... 'bora lá tomar um copo! hehe!!!

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AGA, esclarece aqui o pessoal...

Tu não caíste na quimica de paraquedas pois não?

Deixas o pessoal curioso.

Esclarece lá porque fazes essas perguntas que eu não percebo nada disso.

 

Abraço!

Boas! A resposta não é simples...

 

Digamos que tenho umas luzes de química, as suficientes para saber que é uma área de conhecimento tão vasta para admitir que "só sei que nada sei", tal como dizia "o outro". Esta vastidão aplica-se ao conhecimento em geral e não apenas à química, pelo que temos sempre que pensar que não dominamos a maioria dos assuntos.

 

Quanto ao post: se quem o colocou não tivesse dito que foi um amigo que lhe fez os testes eu podia ter logo pensado: "lá foi uma empresa arranjar a maneira de te vender uns filtros"... esses "resultados", da forma como foram apresentados, não valem nada!

(na minha opinião pode ser parecido com muitos dos mitos que andam por aí e que envolvem vários produtos)

 

Mas eu estaria a cometer vários erros: 1- estar-me-ia a armar em "chico-esperto"; 2- poderia ferir susceptibilidades, algo que não quero, pois quando o membro apresentou o seu problema fê-lo com as melhores das intenções e não para levar na cabeça. Ele (e os outros que me vão ajudando com o seu conhecimento, merecem o meu respeito e se eu discordo pontualmente com alguma coisa ou tenho dúvidas, tento procurar a melhor forma de o dizer; 3- pode acontecer eu estar errado, pois o conhecimento é vasto e até pode existir uma forma de analisar a água por electrólise (duvido que se possa fazer isso exclusivamente por electrólise, mas vá...), para além dele poder ter valores (fiáveis) e não os ter apresentado porque... não.

 

Por isso fiz perguntas, para poder realmente ter dados para avaliar a água e tentar perceber se os testes tiveram algum fundamento científico. Mesmo que não tenham, eu depois posso dizer algo de forma mais fundamentada, sem melindrar ninguém.

 

Alerto, no entanto, que temos de ter cuidado com as afirmações que fazemos, mesmo na melhor das intenções... os parâmetros da água (VMA's para certas substâncias) estão legislados e as empresas têm que cumprir a legislação em vigor. Assim, das duas uma: ou a água está mesmo imprópria para consumo e a empresa está a cometer uma ilegalidade (ou pode estar, caso não seja pontual) ou a empresa pode considerar que está a ser difamada e provar que os parâmetros estão dentro do decreto-lei que enquadra a sua actividade.

 

Sinceramente acho que se corre o risco da probabilidade desta última hipótese ser a que se adapta melhor a todos os casos (excepto pontualmente) de fornecimento de água por empresas.

 

Não podemos dizer que uma água não está em condições e que tem isto ou aquilo levianamente, temos de comparar com a legislação em vigor.

 

Mas vamos tentar saber que parâmetros foram analisados, quais os valores obtidos e como foi feito, para saber se há algum fundamento científico na coisa.

 

Note-se que mesmo em laboratório existem Normas de análise a cumprir, não se analisa uma água de qualquer forma.

 

Informo ainda que não trabalho em nenhuma empresa que fornece água nem nunca trabalhei. Não trabalho em nenhum laboratório nem tenho interesses directos na área, embora já várias vezes tenha comparado relatórios de análise de águas (essencialmente de águas residuais industriais) para avaliar a sua conformidade com a legislação aplicável.

 

Relativamente ao que me leva a "perder" tempo com algumas respostas, interessa-me que o conhecimento passe de forma mais fundamentada e que o pessoal se habitue a olhar para as coisas de forma mais crítica e não apenas por uma imagem.

 

Um abraço

 

Aníbal Alves

Edited by AGA

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Falou e disse :new-bday::rolleyes::blush:

 

Com posts destes para além de se aprender mais alguma coisa de quimica e outras do género, aprende-se muito mais sobre como ter bom senso. Muitos dos que por aquí andam (eu incluído) só têm a aprender contigo. Obrigado.

Abraços

Zé Néo

 

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tambem gostava de saber que testes foram feitos para tornar a agua, nessa coisa que tens no copo...

Posted ImageTantas plantas, tantos peixes, tantas possibilidades... tão poucos aquários! - Me
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Olás,

 

Como refere, e muito bem, o AGA, não nos podemos basear no que vemos numa foto para criticar quem fôr ou tirar conclusões sem ler na "legenda" da foto.

 

A água do copo foi electrolisada, e essa nhanha nojenta não passa, exactamente, de um jogo "sujo" praticado pelas empresas que criam os tais filtros de osmose referidos, para nos tentarem vender um produto que, como tudo, trás os seus beneficios, mas é vendido de forma, a meu ver, bastante desonesta.

O resultado seria igual caso fosse usada água de um garrafão, seja de que marca fôr, em vez da água del cano.

 

Cumps,

Nuno

Diesel_Car....Vrummmmmmm!

18_3_103.gif

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Olá.

 

O resultado seria igual caso fosse usada água de um garrafão, seja de que marca fôr, em vez da água del cano.

Para a mesma quantidade de água a ser 'electrolizada' não diria... mas tirando isso, qual é o problema da nossa água da torneira ter isso?

 

Não pensem que um copo de água da torneira tem essa quantidade toda...

 

Aliás, o que alguns aqui lhe chamam 'nhanha', de uma forma muito simples, é o que nos mantém vivos...

 

Sim, porque o que é apresentado na foto, é nada mais, nada menos que metais reduzidos, e não só, por electrólise de uma água qualquer...

 

Metais esses, que muitos deles são essenciais para nós... Ou seja, sem eles nós não sobrevivemos!!

 

Se calhar, há quem já me tenha ouvido a dizer isto. E eu vou repetí-lo... exceptuando as pessoas com problemas de pedras no rim, a melhor água que podem beber, é a da torneira, porque é a mais mineralizada.

 

Com isto, não quero dizer que todas as águas da torneira são boas... Isto é em termos médios. Tendo uma água da torneira boa, para quem não tem problemas de rim, bebê-la é melhor que água engarrafada.

 

Agora a pergunta dos 10 milhões... quantos litros de água é que contém isso tudo? Muitos mesmo... ponho as mãos no fogo ao dizer que são necessários milhares de litros para obter isso, na quantidade descrita.

 

E só um OFF-TOPIC, já que o AGA questionou o que é que se pode fazer com electrólise...

 

Em termos de análise química, a electrólise permite-te determinar a concentração de alguns metais na água. Felizmente para nós, cada metal tem um potencial de redução específico. Assim sendo, podemos começar com um potencial baixo, para 'apanhar' aqueles que são mais fáceis de se reduzir, e 'contar' a intensidade de corrente em cada potencial eléctrico. Assim, sabendo que um metal que exista na forma M(n+) em solução aquosa, cada átomo desse metal necessitará de n electrões para se reduzir no cátodo electrolítico. 'Contando' os electrões a cada potencial específico (corrente eléctrica) podemos saber qual a concentração desse mesmo metal na água... depois basta-nos ir subindo o potencial do cátodo de maneira a irmos reduzindo os metais mais difíceis de se oxidarem... Não esquecer que isto nem sempre é assim tão bonitinho, pois apesar dos metais terem cargas específicas quando oxidados, podem não existir sobre a forma de metal livre M(n+). O Ferro, por exemplo, é um clássico nesse aspecto.

 

É uma práctica comum? Depende do equipamento do laboratório. Há técnicas electroquímicas muito mais sofisticadas, com níveis de precisão mais elevados e limites mais baixos (aqui o baixo, é em termos de concentrações), assim só como exemplo as voltametrias.

De uma forma simples, o que se faz é utilizar técnicas diferentes, consoante o que se queira analisar.

 

Cumprimentos

Luís Fortunato

 

PS: Electroquímica... :crazyeyes: A minha favorita na vastidão de áreas dentro da química :lol:

Não respondo a dúvidas por MP...

Se querem ajuda, coloquem as vossas questões no Fórum para ficarem para a posterioridade. Assim, alguém que tenha a mesma dúvida no futuro fica com ela esclarecida usando apenas a Pesquisa.

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Com isto, não quero dizer que todas as águas da torneira são boas... Isto é em termos médios. Tendo uma água da torneira boa, para quem não tem problemas de rim, bebê-la é melhor que água engarrafada.

 

 

Luís, tanto quanto eu saiba, faltam-te 10% para estares 100% certo - primeiro, há outras doenças para além da pedra dos rins (como por ex. diabetes tipo 1 melitus), que têm que evitar certos minerais a todo o custo. Segundo, há águas engarrafadas mineralizadas "medicinais", como as de alguns spa, que têm mais minerais que a água do cano. Mas são excepções, como muito bem dizes!

 

Há um outro problema paralelo a este mas que não deve ser esquecido, que é a diferença entre a água que a companhia fornece a uma casa, que tem que cumprir a legislação, e o que se passa dentro da casa, que é da responsabilidade do proprietário - tipicamente prédios velhos têm canalizações de chumbo, que vai alterar (muito ou pouco depende de caso para caso) a água

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A água do copo foi electrolisada, e essa nhanha nojenta não passa, exactamente, de um jogo "sujo" praticado pelas empresas que criam os tais filtros de osmose referidos, para nos tentarem vender um produto que, como tudo, trás os seus beneficios, mas é vendido de forma, a meu ver, bastante desonesta.

O resultado seria igual caso fosse usada água de um garrafão, seja de que marca fôr, em vez da água del cano.

 

Boas! Já vi que isto está a dar polemica, e que afinal a agua da minha torneira é excelente... e que fui enganado por um grande amigo meu...

Com tempo respondo ás perguntas do AGA, e para os engenheiros da Química e para o Diesel_Car, que disse "resultado seria igual caso fosse usada água de um garrafão, seja de que marca fôr", aqui vai uma foto de água de garrafão que também passou pelo processo. (a Água da Nascente (Lidl)).

 

DSC08009.jpg

 

Eu que de química percebo ZERO, mas que vejo muito bem, olho e vejo diferenças... Pergunto, são boas ou más as diferenças?

:wink:

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Estou mais que esclarecido!

Ainda dizem que "aqui não se aprende nada!" :wink:

 

Obrigado ao Luís e ao Anibal.

 

Essa água da fonte pelo que percebi tem muito menos minerais que a água da torneira e por esse mesmo motivo não te apresenta aquele aspecto tão desagradável depois da electrolise.

 

Abraços!

Edited by jonasguindaste
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Estou mais que esclarecido!

Ainda dizem que "aqui não se aprende nada!" :wink:

 

Obrigado ao Luís e ao Anibal.

 

Essa água da fonte pelo que percebi tem muito menos minerais que a água da torneira e por esse mesmo motivo não te apresenta aquele aspecto tão desagradável depois da electrolise.

 

Abraços!

 

O que me foi dito aqui em casa, por esse amigo meu, é que o que se vê na agua engarrafada são resíduos secos próprios da agua, que até aparece na analíse que vem no rótulo.

:wink:

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Olá!

 

As analises feitas ás concentrações de metais é utilizado um cromatógrafo iónico e não a electrolise, para se poder quantificar e saber o que se encontra na amostra. Só se apresentar em grandes quantidades é que se utiliza o método analitico e acho que a electrolise não se enquadra.

 

Por outro lado podemos tirar as duvidas, as águas engarrafadas normalmente tem baixas concentrações de metais e afins, logo podes dizer que são um branco. Se a água do Montijo é assim tão má, utiliza outra água canalizada que aches que é de boa qualidade e compara.

 

Pode-se chegar a duas conclusões, ou a água do Montijo é mesmo má ou o método utilizado não é dos melhores.

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também ja foram a minha casa fazer esses testes e a água estava imunda de porcaria. ;)

como resultado disso instalei um filtro de osmose. biggrin

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Olá de novo.

 

Caillean, a Cromotografia iónica também é um método analitico... não é, é electroquímico.

 

E já agora, para quem quiser perder um pouco de tempo, e tirar dúvidas...

 

Peguem num copo de água da vossa torneira, deitem-lhe um pouco de vinagre ou sal (apenas para ser mais rápido), e peguem em fios de cobre, dos grossos (1-2 mm de espessura). Mergulhem os dois dentro do copo sem tocar um no outro, e liguem-nos a uma pilha de 9 Volts (pode ser das antigas de 4,5 V se as tiverem).

 

Vão ver, que passado algum tempo, o fio que está ligado ao polo negativo (Cátodo) vai escurecer... porquê? Porque há uma data de metais existentes na água que se estão a reduzir lá...

 

Então, quer isso dizer que a água que nós bebemos está cheia de porcarias? Não necessariamente... apenas nos diz que tem metais/minerais dissolvidos. Nada de mais.

 

Desculpem a falta de modéstia, mas infelizmente, há pessoas que se aproveitam da ingenuidade dos outros... ou se preferirem, da falta de conhecimento científico.

 

Eu não digo que essa água e muitas outras em questão, são próprias para consumo, ou que pelo menos são boas. Mas como se viu aqui, é muito fácil dar a volta às pessoas...

 

As pessoas têm muito medo, pois basta falar em iões, químicos e afins, que pensam logo que é tudo tóxico e que nem se pode olhar para isso, quanto mais ingeri-las.

 

Eu não vos chamo parvos ou estúpidos por instalarem filtros de osmose em vossas casas. Bem pelo contrário... estão a gastar dinheiro em algo que melhora a vossa saúde.

 

O que acho mal, e não duvido nada que haja quem ganha balúrdios a fazer isso, é aproveitar-se de credulidade dos outros e vender-lhes algo que não é assim tão indispensável.

 

Cumprimentos

Luís Fortunato

Não respondo a dúvidas por MP...

Se querem ajuda, coloquem as vossas questões no Fórum para ficarem para a posterioridade. Assim, alguém que tenha a mesma dúvida no futuro fica com ela esclarecida usando apenas a Pesquisa.

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Boas! (mais uma vez)

 

Luís, acho que não estamos perante um off-topic... isto é conversa aquática e não estamos a fugir ao tema, apenas o estamos a tratar de forma não superficial :)

 

Respondendo à tua explicação sobre o método, que fizeste bem em postar para que se conheça o princípio (possível) da coisa, refiro que quando fiz as perguntas do “como” era mais para analisar a fiabilidade do processo, para tentar saber se foi feito como “deve ser”.

Estas técnicas têm muitos pontos que podem tornar os resultados não fiáveis, especialmente quando estamos a falar de um “caldo” de iões dentro da célula electrolítica, aliado à baixa concentração de iões.

 

Mesmo tu dizes que “Não esquecer que isto nem sempre é assim tão bonitinho, pois apesar dos metais terem cargas específicas quando oxidados, podem não existir sobre a forma de metal livre M(n+).”

 

Eu acrescentava que há ainda outros factores, como a escolha adequada do electrólito suporte e do potencial de trabalho – julgo que o processo não é só ir à tabela de potenciais de redução – o princípio é esse, mas na prática, para não existirem iões a reduzir que não correspondem ao que queremos, deve ser "diferente" (numa revisão bibliográfica que fiz agora - não fazia electrólise há 20 anos…- fala-se em curvas corrente-potencial, fala-se em rendimentos da corrente, etc… nisto há que acautelar as correcções necessárias, ter em conta isto e aquilo – não é por acaso que se analisam as coisas pela Norma de análise e não de forma qualquer… até devemos ter em conta o método de recolha da amostra.

 

Por outro lado, queria saber qual o método… electrólise é muita coisa e queria saber se estaríamos perante uma electrogravimetria (como sabes faz-se a redução no eléctrodo de platina e pela diferença de massa temos o precipitado – os precipitados podiam ter sido repostos na água, quem sabe) ou o método que descreves, idêntico ao electrogravimétrico, mas que mede correntes e usa a Lei de Faraday. Tem vantagens este último, não as vou enumerar.

 

Este método, normalmente tem um nome específico – Coulometria – corrige-me se não é a esse que te referes. Vamos esquecer também outros métodos, pois isto ainda pode ser feito de outras formas… dentro da eléctrólise! Qual foi? Coulometria, deve ter sido... e também deve ter sido a potencial controlado. (deve...)

 

Dentro das minhas perguntas (para ver se foi feito como deve ser e quais os valores), há uma que vai ao encontro do que também escreveste: “Que quantidades de água sofreram electrólise”, pois “a olho” também me parece que pode ter sido uma quantidade elevada, embora “a olho” tudo possa ser possível.

 

Não esquecer que foi escrito: “Tem de tudo, ferrugem, pós de lavagem, pesticidas, fertilizantes, fosfatos, cloro com fartura, cobre, mercúrio, chumbo etc... e a lista continua!

A do aquario estava um cadinho pior...”

 

Mantenho que tenho dúvidas que se possa analisar (quantitativamente), com fiabilidade, “todos” os componentes de uma água, pois a proximidade dos potenciais será considerável e é um método exigente ao nível do controle, dado que:

 

Exige, ainda que integrados, um gerador de corrente, um potenciostato, um coulómetro integrador... É também um método que demora, pois é diferente obter os elementos reduzidos (tal como exemplificas com a pilha de 9 volt) e determinar suas concentrações (mesmo que não seja feito por nós, é necessário que a reacção ocorra quase totalmente, para cada ião (um de cada vez, mesmo que seja em “série”), dado que é necessário que o aparelho tenha dados de corrente e tempo para determinar a carga, blá, blá, blá).

 

Daí ter escrito:

“duvido que se possa fazer isso exclusivamente por electrólise, mas vá…”

 

Reforçando as minhas dúvidas, foi postado o seguinte:

 

Olá!

As analises feitas ás concentrações de metais é utilizado um cromatógrafo iónico e não a electrolise, para se poder quantificar e saber o que se encontra na amostra. Só se apresentar em grandes quantidades é que se utiliza o método analitico e acho que a electrolise não se enquadra.

Por outro lado podemos tirar as duvidas, as águas engarrafadas normalmente tem baixas concentrações de metais e afins, logo podes dizer que são um branco. Se a água do Montijo é assim tão má, utiliza outra água canalizada que aches que é de boa qualidade e compara.

Pode-se chegar a duas conclusões, ou a água do Montijo é mesmo má ou o método utilizado não é dos melhores.

 

É está escrito de forma a fazer-me suspeitar que ele sabe do que está a falar.

 

Post também pertinente:

 

(...)

Há um outro problema paralelo a este mas que não deve ser esquecido, que é a diferença entre a água que a companhia fornece a uma casa, que tem que cumprir a legislação, e o que se passa dentro da casa, que é da responsabilidade do proprietário - tipicamente prédios velhos têm canalizações de chumbo, que vai alterar (muito ou pouco depende de caso para caso) a água

 

Aspecto importante, sem dúvida – não deve ser esquecido!

 

Como também não deve ser esquecido que essa água não abastece só essa casa... abastece certamente unidades industriais em que algumas farão o controle da água, por necessidades de processo ou outras... será difícil que uma água “tão má” passe despercebida a quem a deve controlar e a quem terá interesse na sua qualidade (e meios para determinar essa qualidade).

 

Reforçando o último post do Luís, concordando com o que foi dito – as águas têm minerais e ainda bem!

 

Lembrando-me da fotografia... Se eu atirar com o meu carro contra um muro a 100 km/h ele também fica com mau aspecto... mas o “problema” foi do "processo", o fabricante não teve culpa!

 

Vamos esperar para ver valores... e como foi feito!

 

Cumprimentos

 

Aníbal Alves

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