Miguel Figueiredo

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Everything posted by Miguel Figueiredo

  1. Está realmente bonito, é uma verdadeira obra de arte, de facto, é superior à maior parte das obras de arte, certamente é muito mais interessante que um Picasso: Tem um detalhe e uma profundidade que é inatingível numa pintura, além disso tem VIDA.
  2. Sim, é verdade, vai existir uma variação considerável no CO2 provocada pelas mudanças de água, mas as outras vantagens das TPA ultrapassam esse fator negativo, o que acontece é que a água canalizada frequentemente transporta não apenas grandes níveis de CO2 como de outros gases, inlcuindo oxigénio e até mesmo gases bastante nefastos como o cloro (instantanemente removido pelos anti-cloro). E porquê? Porque essa água esteve sobre pressão. E o que acontece com os liquidos quando passam de um meio com mais pressão para o meio com menos pressão? Libertam os gases, claro, e, se a pressão for sufientemente baixa, até fervem! É o que se passa com a água ou mesmo com o nosso sangue no espaço e é também o que acontece quando um mergulhador vem demasiado depressa à superficie, os gases dissolvidos no sangue, nomeadamente o azoto libertam-se subitamente e podem criar embolias mortais. Ora o súbito aumento de gases no nosso aquário resultante das TPAs, e que vemos sobre a forma de bolhinhas nos vidros, além de CO2, trás também muito oxigénio, isto parece ser positivo para as plantas mas é péssimo para muitas espécies de algas que, literalmente, enferrujam (oxidam) e morrem. Mas não todas, claro, há sempre uma espécie ou outra que tolera bem essas flutuações da oxigenação, porém a probabilidade de simultaneamente serem resistentes a tudo o resto, incluindo comedores de algas, é baixa... mas não inexistente. Por exemplo existe uma hair algae que tolera perfeitamente mudanças de água e que apenas é devorada por um peixe que conheço: as Jordanellas. Portanto, neste contexto, as TPAs são preciosas para controlar as algas. De facto, alguns aquariofilistas. com infestações mais avançadas, fazem mudanças de e água sem colocarem anti-cloro... ora o cloro é um inimigo terrivel das algas.... Infelizmente também o é das guelras do nossos peixes, portanto é algo que só deve ser equacionado no plano curativo e in extremis, e não no plano preventivo que estamos a falar. Miguel
  3. Nada como um repost pouco consensual para refletirmos sobre formas práticas de impedir que as algas invadam o aquário. As algas evitam-se através da equação: - Algas = Plantas de crescimento rápido + mudanças de água + caracois, camarões e peixes comedores de algas - fertilizantes - solos férteis - variações de CO2 ; A equação é particularmente aplicável em aquários récem-instalados ou relativamente low tech. Em aquários plantados bué da hi-tech, a equação torna-se mais discutível, é um pouco como falarmos das carateristicas de um bom carro para andar na cidade e depois passarmos a uma pista de Fórmula 1, onde tudo está preparado para se conduzir a 350 km/hora, sem filas, sem semáforos e sem velhinhas na passadeira. Em termos "citadinos", provavelmente o mais importante serão mesmo as plantas de crescimento rápido e as mudanças de água: Com uma grande quantidade de plantas em franco crescimento não há estoiros de algas. As mudanças de água, por outro lado, removem as substâncias que fazem as algas prosperar, como o excesso de fosfatos ou de compostos de azoto. Não devemos exagerar na fertilização: em muitos aquários "citadinos" nem deve existir porque apenas se estará a alimentar as algas. Evitar a fertilização inclui evitar os substratos ricos: Só os substratos argilosos e inorgânicos se tornam realmente úteis, permitindo a reposição de micro elementos como o ferro. Os macro elementos (azoto, fósforo e potássio) existirão quase sempre em boa quantidade, desde que tenhamos peixes e os alimentemos. Para evitar as algas precisamos então de ter inicialmente muitas plantas de crescimento rápido, de fazer as mudanças de água frequentes e de evitar fertilizantes. É sempre mais fácil prevenir uma infestação que tratá-la. Então se não devemos usar nem substratos especiais de corrida nem fertilizantes nem sequer preocupar-nos excessivamente em injetar (na veia) CO2, porque é que então o comércio está CHEIO desses produtos? A razão óbvia é que o comércio tem que viver, claro... e fá-lo imitando, no nosso mundo "citadino", os desportivos de topo... que foram desenhados não para a cidade mas para os autódromos. Porém, a nossa realidade do dia a dia é diferente: Lembro-me de ter lido recentemente um espetacular tópico de um aquascaper português onde relata a instalação de um aquário, talvez com uns 250 litros e que inicialmente incluiu 70 vasos, boa parte deles in vitro. São algumas centenas de euros só em plantas, num aquário nem sequer especialmente grande . Se incluirmos a panóplia restante de equipamento estamos a falar de aquários que ficam realmente ao preço de citadinos... São sistemas que requerem investimento considerável, sobretudo em tempo mas também financeiro, frequentemente só viáveis com o apoio das tais empresas que depois vendem esse tipo de artigos. Ora uma equação que retire os placebos e conceitos contraproducentes pode tornar-se... incómoda. Mas estará conforme a realidade dos aquários: As Algas evitam-se com muitas plantas de crescimento rápido, mudanças de água frequentes, caracois, camarões e peixes comedores de algas, sem adição de fertilizantes, sem solos férteis, sem constantes variações de CO2, Não ter algas é meio caminho andado para conseguirmos ter um aquário bem plantado desde que exista luz QB, porque tudo o resto ou já existe no aquário ou será reposto com as mudanças de água frequentes. Miguel
  4. Por mim, particularmente em aquariofilia, gosto aprender coisas novas, presto atenção e frequentemente admiro quem tem a pachorra de partilhar conhecimentos sobre um milhão e meio de coisas que eu não sei e é muito fácil não saber esse milhão e meio de coisas, só de espécies de peixes usáveis em aquariofilia são muitas dezenas de milhares, fora plantas, camarões, caracois e eu sei lá mais o quê. Se eu ficasse ofendido cada vez que alguém com mais experiência numa área concreta me corrige e me ensina coisas provavelmente não escolheria a aquariofilia como hobby, porque isso acontece-me a cada momento. Miguel
  5. É sempre possível encontrar na net citações a dizer seja o que for. Provalmente também se encontram citações a dizer que um guppy é agressivo ora deixa cá ver... pesquisando por Guppies Aggressive.... Bingo, a pesquisa retornou 241 000 resultados... um dos primeiros é este: Deixa cá ver o que dizem para Jordanellas Aggressive... 29 Resultados... Só?! Oops, parece que os guppies são MUITO MAIS AGRESSIVOS que os Jordas :smile: Bom, descartando os disparates da net, o facto é que tenho mandido Jordanellas de diversas estirpes ao longo de mais de duas décadas, inclusivamente de estirpes que apanhei na natureza, na própria Florida e são peixes moderadamente pacíficos. O macho guarda um território mas é normalmente mais calmo que um krib a fazê-lo. Portanto já sabes, faças o que fizeres não mantenhas GUPPIES... são tremendamente agressivos, de acordo com 241 000 resultados do Google. Miguel
  6. Os Achigás juvenis apanham-se em qualquer lado com um camaroeiro, principalmente na primavera. É um peixe eu tenho encontrado aos milhares. Miguel
  7. Jordanella extremamente agressivos? A sério? Suponho que nunca os mantiveste É um peixe INOFENSIVO, embora os machos defendam territórios e os ovos na época da reprodução.São certamente mais inofensivos que, por exemplo, um kribensis. Miguel
  8. Espetacular... mas é assustador pensar que não nos podemos ausentar uma semana sem que o cenário estoire... e, caso nos ausentemos por 15 dias... provavelmente já nem conseguimos entrar na sala onde está o aquário... É também assustador saber que a manutenção demora 3 horas... quantas vezes por semana? Duas? Por mim acho que nem consigo dedicar aos aquários uma hora... mensal. Estar sentado a olhar para eles é fixe agora andar de tesoura e pinça (com n) na mão? Nah... isso já me cheira a TRABALHO. Snif snif. O que me leva a concluir que há uma área ainda inexplorada no Aquascaping: as montagens que quase não exijam manutenção, em especial para tipos que gostam de aquários plantados mas que sejam alérgicos ao trabalho. Quem sabe, isto poderia conseguir-se ou com a escolha de plantas que ou demorem eternidades a crescer ou que, após atingirem um determinado ponto, fiquem quietinhas. Enfim, talvez existam formas de conseguir reduzir esse crescimento, por exemplo, reduzindo lentamente a temperatura até 18ºC. Provavelmente a generalidade das plantas aguentaria (suspeito até que algumas, como a UG, iriam dar-se melhor) e em vez serem necessárias manuntenções de 3 horas... bastaria apenas uma. Mas mesmo assim... uma hora com a pinça na mão? Nah...... isso era capaz de desgastar demais a pinça. Miguel
  9. Nota: A planta chama-se "Lemna" (com "n") ou simplesmente "lentilha". Usa peixes: As Jordanella floridae comem as Lemna todas mas muitos outros peixes o fazem também, como provavelmente as mollies. Miguel
  10. Os 510 lumens/metro não são muito... eu usaria tiras de LEDs baseadas em LEDs 5630 que dão muito mais luz, em vez do LED 5050, de qualquer modo, para complementar a iluminação do aquário, sempre é uma ajuda. Não esquecer que uma única fileira de LEDs, sozinha, não serve de muito. Para um aquário ter luz para plantas eu começaria a partir de pelo menos 4 fileiras de LEDs 5630, cada uma com uma densidade de 60 LEDs / metro. Miguel
  11. Viva, Existem inúmeros peixes para isso, a ideia é criar para comer ou criar por prazer? Para criar para comer e que também é um prazer recomendo o Achigã, é saboroso e de comportamento muito interessante. Com o tempo torna-se um companheiro e provavelmente não o quererás comer... Para criar por prazer... há centenas e centenas de especies que toleram bem o nosso clima. Miguel
  12. Tem mesmo muito bom aspeto, está muito bem integrado na habitação e zona circundante, parabens.
  13. Tem muito bom aspeto. Essa quantidade grande de pedra não rompe o linner? Será que, neste caso, o betão não seria preferivel? Se é para ecoturismo aconselho, além de peixes vermelhos, ciclideos de água fria. Estes peixes passam o verão a cuidar de nuvens de alevins, ao longo das margens do lago, constituindo um espetáculo muito interessante para os turistas. Miguel
  14. Essa tal reação exotérmica parece-me altamente duvidosa. Qual é a equação quimica envolvida, aproveitando o metano? Penso que para criar uma reação exotérmica a partir do metano teria que haver combustão e, mesmo havendo combustão, as quantidades metano necessárias para fazer variar a temperatura de alguns milhares de litros de água, nem que fosse um grau, estariam várias ordens de grandeza para lá das produzidas por um lago. De facto, há uma forma simples de subir a temperatura dum lago de jardim, não um grau mais cinto ou seis graus: basta tapá-lo com um plástico transparente. Miguel
  15. Conseguem resistir, protegendo-as inicialmente com redes. Miguel
  16. Uma biodiversidade praticamente nula... mem um único ciclideo e quase sem plantas aquáticas... dá Deus as nozes... Miguel
  17. O Chanchito é bastante comum nos rios do sul do país e também em algumas barragens. Miguel
  18. A sério? Em água puramente doce? Normalmente as marinhas (que é como se chamam este tipo de peixes em Portugal) são espécies de água salgada ou salobra. Como também encontraste tainhas suspeito que será agua salobra... As marinhas são peixes interessantes mas se os vais manter convirá um aquário de água salobra. Miguel
  19. Será este Um dos problemas dos lagos é sempre conseguir observar bem os peixes... com lagos deste tipo não só os observamos como teremos uma limpeza de pele gratuita, com espécies do tipo Garra rufa Miguel
  20. Pode ser enterrada, pelo menos parcialmente. Miguel Podes perfeitamente ter um lago assim mas como é relativamente pequeno, convem teres atenção ao povoamento de peixes, para não o congestionares. Com essa altura uma Vallisneria tipo gigantea "Boonsai" é uma boa escolha: criando um tapete no fundo e deizando ainda espaço para os peixes nadarem. Miguel
  21. Não precisas de tratar um tanque no exterior como se fosse um aquário.... Um tanque terá sempre muita luz, promovendo um bom crescimento de algas e de planton. Por outro lado, essa água permanente vai atrair muitos insetos que aí depositam os seus ovos. As larvas tornam-se um bom alimento para os peixes. Se usares filtros e bombas de água estarás a destruir o plancton e a homogenizar a temperatura da água: os peixes deixam de ter uma fonte de comida e terão mais dificuldade com muito frio ou muito calor. Podes manter uma duzia de peixes com 3-5 cm em 600 litros sem precisares nem de filtros nem de comida, embora possas colocar alguma ao fim de semana, sobretudo para interagires com os peixes. Sugiro espécies pequenas e que fiquem realmente bonitas como os Aphanius mento ou as Jordanella. Claro que podes meter pimpões (peixes vermelhos) mas deverás manter menos peixes porque os pimpões vão passar dos 10 cm. Além disso são peixes selecionados e de coloração articial... não têm o mesmo apelo dos peixes naturais. Um Aphanius é assim: Mas num tanque o que vais ver serão pequenas setas negras e azuis a guardar territórios e a exibirem-se para as fêmeas, como estes, no meu lago de jardim: Miguel
  22. 100 000 litros é um grande lago... tentar uma filtragem artificial num lago desta dimensão, mesmo que subdimensionada sairia tremendamente caro. Além disso, essa filtragem é desnecessária, a não ser que se pretenda manter um cardume de carpas koi de um metro. A filtragem artificial só faz sentido se a nossa abordagem ao lago for a de um aquário ao ar livre e nãa de instalar um verdadeiro sistema natural: o charco ou pequena lagoa, um habitat comum na natureza. Se quisermos antes um aquário ao ar livre então poderemos sobrepovoar de carpas koi e aí usamos um sistema de filtragem potente. Para mesmo muitas carpas koi o ideal serão avançados filtros de vortex, retirando logo uma parte do sedimento orgânico. Ou seja, o nosso supostamente plácido lago de jardim torna-se numa espécie de instalação industrial em Vila Franca de Xira... tudo poderá estar esteticamente ocultado, claro mas ainda precisamos dos filtros a bombar 24 horas por dia, para conseguirmos manter um lago repleto de peixes enormes. A minha abordagem preferida é outra: é criar uma pequena lagoa auto-sustentada, tal como na natureza e sem qualquer filtragem artificial: as plantas serão o único filtro existente. Ainda podemos ter muitos peixes e cardumes a patrulhar o lago mas serão peixes relativamente pequenos, com um tamanho entre 5 a 20 cm, dependendo da espécie, não serão Kois. Lagos de inspiração natural convivem mal com a filtragem artificial: É que quer as bombas quer certos filtros, como os UV destroiem a micro-fauna que é a base do lago. É o fito e o zooplanton que mantêm a cadeia alimentar, sustentando depois crustaceos e larvas de insecto, por sua vez alimentando os peixes. Além disso, a circulação forçada de água vai homegenizar a temperatura: o lago fica mais frio de inverno e mais quente de verão, deixa oferecer zonas de temperatura amena onde os peixes se possam refugiar. O problema da instalação inicial de lagos de filtragem natural é que só conseguimos manter uma água relativamente limpa com mesmo muitas plantas... e de início essa enorme massa vegetal não existe. A água corre o risco de ficar sopa de ervilhas, o que não é propriamente decorativo. Podemos combatê-lo de duas formas: primeiro, aquilo que iriamos investir em bombas gastamo-lo em plantas de crescimento rápido: estas serão as nossas bombas. Segundo, deixamos que a água fique inicialmente verde: começamos por não colocar qualquer peixe e três ou quatro dias depois inoculamos com dáfnias (encontram-se em charcos, também se podem comprar culturas online). As algas unicelulares irão estoirar mas a população de dafnias também vai crescer geometricamente. Ao fim das primeiras duas semanas teremos um lago cheio de dáfnias e também de larvas de mosquito que também limpam a água. É esta altura que eu aproveito para colher uns quilitos de excelente comida viva, para congelar. Nas semanas seguintes a água perderá o tom verde ervilha e ficará translucida, embora nunca completamente transparente. É nessa altura que os peixes devem ser inceridos. Recapitulando: A maior quantidade possível de plantas iniciais e esperar estoiros de algas nas primeiras semanas (nem sempre acontecem, pricipalmente se o lago apanhar pouco sol), deixar que as dáfinas e larvas de insecto resolvam o assunto, quando a água ficar um pouco mais limpa então introduzir os peixes.Depois disso, os peixes irão comer as dafnias e larvas de mosquito mas as plantas já estarão também em grande crescimento, quando atingirem um bom volume a água ficará clara, por vezes mesmo transparente. Miguel
  23. Eu tenho algumas plantas para lago disponiveis. Manda-me uma msg. Miguel