Ricardo Fonseca

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  1. Ricardo Fonseca

    Colysas

    O peixe que tens na foto é um macho da espécie Colisa lalia. As fémeas desta espécie são cor de pérola suja e são, geralmente, um pouco mais pequenas que os machos apresentando, quando adultas, o abdomen um pouco inchado, de tempos a tempos, a que corresponde o acumular de ovos. Quanto ao chamarem-lhe colisas anãs eu desaconselho. Primeiro porque é sempre preferível identificar as espécies pelo nome científico para evitar confusões, e se há nomes científicos difíceis, este não é um deles. Depois, porque, qaunto muito, poderia chamar-se Gourami anão (nome comum) pois Colisas há bem mais pequenas. Ex. Colisa chuna. O método de reprodução é muito idêntico ao dos Bettas, sendo que os alevins necessitam de bastantes mudanças parciais de água já que podem ser afectados pelo aumento da concentração dos compostos azotados o que gera deficiências. Já reproduzi esta espécie algumas vezes e não dá demasiados problemas, sendo aconselhável a alimentação dos alevins, nos primeiros tempos de vida, à base de infusórios ou de comida líquida para alevins, já que são de dimensões bastante diminutas. Esta espécie comporta, ainda, uma variedade seleccionada, também muito bonita ... a variante cobalto. Cumprimentos Ricardo Fonseca
  2. Caros colegas de hobby, Há muito que vem sendo dito que o biótopo amazónico está praticamente isento de plantas aquáticas sendo que, p.ex., o biótopo de escalares seria primacialmente constituído por plantas em decomposição e raízes. Não querendo contestar a totalidade da afirmação, pergunto-me, somente, se não existirá uma confusão entre as características normais dos vários rios que formam a bacia do Amazonas e as zonas alagadas. De facto, nas zonas alagadas, por altura das cheias, existem essencialmente troncos e raízes de árvores e plantas/folhas em decomposição. No entanto, existem também e em vários pontos do leito normal, designadamente nas áreas menos profundas, mais marginais, variadíssimas plantas aquáticas. Lembro-se de, há uns anos, ver um programa na TV sobre o Rio Negro no qual o biólogo que fazia a expedição se perguntava como é que águas com uma acidez extrema e pouca luminosidade conseguiam comportar a existência de uma flora tão variada e rica. Também é verdade que a época de reprodução dos peixes ocorre na época das chuvas e cheias, pelo que é natural que sejam essas as condições ideais para a reprodução dos peixes que mantemos em cativeiro. Cumprimentos Ricardo
  3. Ois Tás ... é verdade, a reprodução pode ser feita atrvés do método de separação do bolbo em dois, quando de mesmo bolbo nascem duas plantas e até, sem que isso aconteça, se o bolbo for suficientemente grande para tal. Contudo, das minhas leituras, essa forma de reprodução é muito desaconselhável já que se trata de uma verdadeira operação cirúrgica e pode importar a morte das plantas. Ricardo
  4. Ao Paulo, os néons chineses foram já extremamente vulgares, eu tenho um aquário (em casa dos meus pais) cheio deles de uma reprodução que fiz que rendeu umas largas dezenas de peixes. Já os vi na Ruimar, embora os tenha achado um pouco caros. Ao Rui, os néons americanos são verdadeiros predadores de alevins, são demasiado rápidos para que os ciclídeos anões consigam proteger as crias e têm o hábito de atacar em cardume organiozado ... enquanto uns distraem os pais, os outros banqueteiam-se. Os chineses não têm tendência para atacar alevins, eles não comem os seus próprios ovos nem alevins, além de que são muito fáceis de reproduzir. Cumprimentos Ricardo
  5. Já mantive e reproduzi néons chineses a 28ºC ... ... os gajos aguentam tudo ... mas tu é que sabes. Cumprimentos Ricardo
  6. Eu apostaria em Tanicthys albnoubes (néon chinês) como target fish. São rápidos, fazem um cardume interessante e têm a grande vantagem de não terem um apetite assim tão grande por alevins. Cumprimentos Ricardo
  7. Isabel, as informações que nos dás são manifestamente insuficientes. Em primeiro lugar aconselho-te a verificar os parâmetros da água: ph, nitritos e nitratos, amónia se for mensurável é muito mau sinal. Depois importa saber se os Discus apresentam alguns sinais de stress: marcas verticais presentes todo o tempo e bem visíveis; barbatanas encolhidas; respiração ofegante; Se sim, aconselho uma análise mais próxima às fezes dos animais, já que se apresentarem de uma cor esbraquiçada poderão indicar parasitas internos. Prescisamos, também, de saber as medidas do aquário, restante população e decoração existente. Por último qual o regime alimentar: alimentação fornecida; quantidade/vezes por dia; Sem isto é muito difícil tentar, sequer, fazer um diagnóstico aproximado. Cumprimentos Ricardo
  8. Há no mercado uma enorme variedade de produtos que te substituem, com sucesso, os infusórios. Eu criei várias gerações de Bettas com Liquifry da Interpet e há n outros produtos de qualidade. Eu optaria por um alimento liquefeito. Acho-os preferíveis aos pós. Boa Sorte Ricardo P.S. Vai-te preparando para chocar artémia.
  9. Para além das plantas que já te disseram, é frequente encontrar em aquários salobros também valisnérias e sagitárias. Já li algures que a Ech. tenellus também se aguenta, já que na natureza, ao que consta - eu, naturalmente nunca vi :D - aparece nas zonas de foz. Quanto ao sal, eu se voltasse a manter esses vivíparos, hoje não exitaria em dar-lhes um ambiente mais alcalino. Cumprimentos Ricardo
  10. Em primeiro lugar importa referir que os mollys são peixes muito sensíveis a mudanças bruscas de temperatura, podendo ocorrer uma doença típica destas espécie que é o "shiming". Assim, em primeiro lugar, deves providenciar um bom sistema de aquecimento, apontado aí para os 27ºC, tendo em atenção a potência do aquecedor. Deverá ser um pouco maior do que o geralmente aconselhado para que as compensações de temperatura sejam mais rápidas. Com mollys tu deves, também, providenciar um ambiente mais alcalino e de preferência com um pouco de salinidade. Existem inúmeros sites na net sobre esta espécie cuja leitura aconselho. Quanto às plantas, como vais aumentar a salinidade, tu queres plantas que te aguentem essa mesma salinidade. Assim, a lilaeopsis brasiliensis está fora de questão, por isso, mas também porque é uma planta de manutenção muito difícil e de elevadas exigências de luz. A Anubia barteri var. nana é sempre uma boa escolha, independentemente da química da água, da sua temperatura e da luz que lhe é fornecida. Também o musgo de java é uma boa escolha, inclusive porque pode constituir um refúgio para os alevins. O feto de java é outra boa escolha pelo que foi dito a propósito da anubia. A Myriophyllum pode ser adequada, mas tens de ter em atenção que com um aquário desse tamanho, só a vais conseguir manter como planta flutuante. Quanto a cuidados a ter ... nada de especial. As normais mudanças de água, úteis para peixes e plantas. Poderás fornecer algum fertilizante líquido, mas não é necessário. São basicamente plantas que não necessitam de grandes cuidados. Boa sorte Ricardo
  11. Ricardo Fonseca

    Fertilizantes

    já usei uma cabazada de marcas de fertilizante - não experimentei, ainda, o TMG - e, actualmente, uso a linha da Seachem que foi a que, até agora, melhores resultados me deu. Cumprimentos Ricardo
  12. Não querendo parecer perfeccionista, mas Apistogramma é que ele não é. Já foi em tempos classificado como tal, mas tanto as formas do peixe, como os seus métodos reprodutivos e hábitos alimentares levaram, há muito, que a sua classificação na grande família dos Apistogramas fosse abandonada. Hoje chegou-se à conclusão que deve pertencer a um grupo autónomo juntamente com o seu primo Altispinosa (Ramirezi boliviano). A maioria dos especialistas, face aos hábitos alimentares, chamam-lhes Microgeophagus, outros chamam-lhes Papilochromis. Eu, depois de ver a tendência que têm para "comer" a areia. também me parece que a nomenclatura mais correcta seria a de Microgeophagus, mas quem sou eu para opinar em matéria de cientistas !!! Cumprimentos Ricardo
  13. Pangasius sutchi ... ... não não é sushi ... não é bom para comer
  14. No que respeita aos sintomas de falta de oxigénio são fáceis de identificar: - respiração ofegante - perto da superfície da água - em casos extremos, perda de pigmentação Quanto à oxigenação, quanto maior for a movimentação de água à superfície, maior ela será, não são as bolhas em si que se vão "desfazer" e oxigenar a água. Se alguma vez denotares os sintomas acima descritos o problema está na insuficiencia das trocas gasosas. Cumprimentos Ricardo
  15. Eu escolheria, sem combra de dúvida, o professional II 2026 da Eheim. Com o aumento da carga orgânica o aumento da capacidade de filtragem é essencial. Um filtro externo facilita a sua limpeza (faze-lo sempre com água das mudas do aquário, nunca com água com cloro). Com a Eheim poderá, ainda, adquirir o "double tap conector" - umas torneiras/acessório -, que lhe permitirá fazer a manutenção do filtro com maior facilidade. Cumprimentos Ricardo
  16. De momento nenhum mas não estou a ver progressos no aquário... isto é, até ao momento em que penso começar a inserir peixes (dentro de 3 semanas), não acredito que o filtro consiga deixar a água suficientemente límpida. Pensei também fazer pequenas mudas de 5 litros duas vezes por semana com água proveniente das mudas dos meus outros aquários. Não só ajudava a ciclar como me ajudava a clarear um pouco a água... Tenho em mente colocar primeiro um dos meus barbos mais "gordos"! O filtro tem/pode ter várias funções de filtragem: física, química e biológica. Para a saúde dos habitantes o mais importante e fundamental é assegurar uma boa filtragem biológica que garanta o processamento dos compostos azotados. Esta filtragem tem como função a transformação desses compostos, por fases, até à produção de nitratos, ou, em última ratio, a produção de azoto livre e sua libertação do aquário por via de trocas gasosas. Quando dizes que não acreditas que o filtro te deixe a água suficientemente límpida, referes-te, concerteza, à sua coloração. Mas o ciclo não serve para isso. Serve para te habilitar o filtro a eliminar esses compostos azotados mais tóxicos, criando a necessária colónia de bactérias. Esse filtro biológico não "limpa" a água de coloração. limpa-a, apenas, dos compostos azotados tóxicos. Para a coloração poderás utilizar carvão activado e outros produtos. Contudo, se pretenderes manter espécies acidófilas e, particularmente, de águas negras, a coloração escura da água em nada te dificulta a manutenção dessas espécies, podendo até ajudar à mesma. A ideia de fazer mudas de água com água dos outros aquas é uma ideia útil já que vais ajudar ao estabelecimento da colónia de bactérias aeróbicas fundamentais à filtragem biológica. No que toca aos progressos no aqua, dificilmente os notas só de olhar para a água. Precisas de 2 testes fundamentais: nitritos e nitratos. Quando as concentrações de nitritos assumirem uma curva descendente e as de nitratos começarem a subir, então existem, efectivamente, "progressos" no desenvolvimento do filtro biológico. Relembrando: o fundamental para albergar peixes é um filtro que te elimine os compostos azotados tóxicos. Os taninos que estão presentes na água em virtude da presença do tronco só são prejudiciais se estiveres a pensar colocar colocar espécies de águas básicas, mas se for esse o caso, deverás evitar a introdução de madeiras que não estejam petrificadas. Cumprimentos Ricardo
  17. Que peixes tens tu no aquário durante o ciclo ? No máximo deverás ter lá um ou dois, de qualquer forma se forem peixes oriundos de águas negras não terão qualquer problema. Se achares que o excesso de matéria orgânica te pode prjudicar a oxigenação da água, enfia lá para dentro uma pedra difusora para a movimentar, isso será o bastante para aumentar as trocas gasosas. Ricardo
  18. Se fosse comigo, deixaria o tronco a tingir à vontade durante o período de ciclo. Assim, ao mesmo tempo que a libertação de matéria orgânica estimula o filtro biológico, fazes a cura do tronco. Uma vez terminado o ciclo, uma grande mudança de água resolve-te o problema. Cumprimentos Ricardo