José Pedro

Mycobaterium na fishroom

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O que é?
É curável?
De onde é que apareceu?
É contagiosa?

Eu sei que todos estão a fazer estas perguntas agora mesmo.
E como é que eu sei? Porque fiz a mim mesma, estas mesmas perguntas.

De onde é que apareceu?
Bela pergunta. Fiz exatamente a mesma pergunta ao Laboratório.
A resposta foi: 1 peixe, comida congelada, comida viva, nas redes usadas (que os amigos me deram quando os seus peixes morreram) , esponjas de filtros usadas (apesar de as ter desifetado com lexívia)... a lista continua.

É contagioso?
Sim. É altamente contagioso para outros peixes. Apesar de eu ter limpo todos os meus aquarios e recipientes, tenho de considerar que todos os meus peixes, plantas, caracois e redes estão todas contaminadas.
Tenho de largar uma bomba na fishroom... Não posso permitir que alguma coisa continue contaminada e possa prejudicar a fishroom.

É curável?
Depende a quem pergustes.
O Laboratório para onde mandei os peixes diz que não é.
Outras fontes dizem que peixes expostos, podem ser curadps com a medicação correcta. Outras ainda dizem que se criares os peixes muito cedo, podes curá-los, pois antes que a doença afete os orgãos reprodutores, tens hipóteses.

Mas a minha opção foi desinfetar tudo e todos.
Tinha criado aquelas linhagens apenas durante 2 anos, mas felizmente houve criadores que me voltaram a oferecer matrizes para recomeçar.

Os meus peixes estão em risco?
Bem.. Sim.
todos os meus peixes estavam em risco de ficar contagiados mesmo os que tinha no emprego e em casa. Porquê? Porque esta porcaria não morre.
Tem uma parede celular muito grossa e a lixivia só o consegue matar se o mergulhares lá dentro por 1 semana (ou mais, só para ter a certeza de que morreu).
Afinal isto é um primo da Tuberculose humana, mas como o laboratorio me disse, NÃO É TUBERCULOSE.
A única hipotese de matar isto foi obter um produto de nível hopitalar chamado "Lysol".
Consegui obter algo parecido junto do veterinário.

O que é que faço, se aparecer nos meus peixes?
Depende da maneira que entrou na tua fishroom e quantos peixes poderão estar infetados.
Isto não é algo que uma simples limpeza das redes entre utilizaações de diferentes aquários mantenha sob controlo.
A primeira coisa a fazer é saber de onde veio. Foi algum peixe que trouxe de algum lado? Há quanto tempo está a dar sinal na minha coleção?
A única solução definitiva é eutanaziar todos os peixes doentes, todos os que tiveram contactos com os doentes e limpar todos os aquarios, com aquele desinfetante especial, lexivia e po-los ao sol.Isto acontece em todos os tipos de Setup.
Faças ou não quarentena ao extremo, se aparecer na tua coleção, não te vais conseguir livrar dele. Quando aparece, aparece e fica lá.

Lembra-te que só um laboratório pode dizer se é ou não mycobacterium ou algo menos ameaçador.


Eis o que me aconteceu...

O que começou por ser um simples Fin Rot (apodrecimento das barbatanas), acabou por se mostar algo bem pior.
Comecei a tratar o Fin rote notei que nada funcionava e o problema estava a ficar cada vez pior e muito agressivamente.
A podridão comeu as barbatanas até ao corpo do peixe e começava a danificar o corpo.
Quando notei que nenhum tratamento estava a ter efeito, rapidamente enviei os peixes para um laboratorio.
Rapidamente fui contactada pelos laboratórios e informaram que de facto era mycobacterium.
Portanto se virem que as feridas e a podridão das barbatanas não se cura com nada e os tratamento não estão a funcionar, enviem os peixes para análise. Mais uma vez, só um laboratório pode confirmar se é ou não mycobacterium.

Então e agora?
Bem. Depois de limpar tudo, deois de todo o choro, deixei os recipientes limpos e secos, por algumas semanas. O Laboratório disse que deixar ficar seco por umas semanas que seria suficiente para garantir que qualquer vestigio de mycobacterium, morreria e desapareceria.


Excelente informação sobre o mycobaterium pode ser encontrada nesta publicação:
https://srac.tamu.edu/index.cfm/event/viewAllSheets/


Tenham atenção, que existe muita informação incorrecta e errada sobre mycobaterium e outras doenças na Internet.


Adaptado do artigo escrito por Lori Green, na Flare Magasine

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