SCO

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    Portugal
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    Lisboa
  1. SCO

    SCO

  2. Acho que tiveste a mexer na porcaria e não a tiraste (falta de TPA) ph alto com (um pico de) amonia, por pouco que seja é letal. Limpeza sem Tpa, não me parece correcto. (limpaste como?) Por 3 dias não vale a pena montar o alimentador automatico. Já estive 11 dias fora sem deixar comida e não tive nenhuma baixa.
  3. Cuidado com parte que está sublinhada, não te esqueças de ter a banheira isenta de detergentes. Não sei que peixes tens, se forem ciclideos...esquece a "adaptação na banheira" agarra no chuveiro e enche o aqua. O maior cuidado a ter ,e não esquecer a torneira aberta ao fazer o TPA como me aconteceu na 6ª feira. Durante o Tpa fui atender o telemovel, quando dei conta tinha o aqua a transbordar para o chão.
  4. Boas, Eu tirava a agua quase toda, tipo 80 ou 90% quanto mais vazio melhor. Aproveitava a ideia da BETARATO para pôr no sitio certo. (não sei se dá para empurrar o móvel, se risca o chão, etc). Agua outra vez lá para dentro e voilá. nota: 50% de água a balançar dentro do aqua é capaz de dar asneira. Off-topic para betarato - Então.. não é hoje a saida?? :D Cumps Orlando Marta
  5. È toxico para nós, logo, toxico para os peixes. Principalmente nos envernizamentos, que deixa um cheiro terrivel. Não esquecer que existem trocas gasosas entre a agua e o ar, neste caso o ar vai estar contaminado. Não sei que montagem tens, mas, se tiveres aquelas bombas de ar a injectar ar para dentro do aquario, desliga senão vai entrar ar contaminado. tenta tapar bem o aquario e arejar quando for possivel com ar não contaminado.
  6. Eu acho que é do granulado que já comeu e que está a ser dificil digerir.
  7. Sera granugreen penso que seja a mais fácil de encontrar em qualquer loja. Ou outra que seja indicada para peixes vegetarianos, normalmente têm tropheus no rotulo. Podes complementar com "comprimidos" de spirulina. que eles adoram É mesmo sinal que já está doente, e se não come dificilmente se vai conseguir tratar. Os Tropheus são conhecidos por serem electricos, se os teus estão parados é sinal de Bloat. Verifica se têm a barriga inchada. Faz uma busca aqui no forum e no google sobre BLOAT para melhor entenderes o que é a doença e o que deves fazer, ou não. Outra coisa que eu não sei, é se ciclaste o aquario.(ciclo do azoto, basicamente aquario a funcionar com tudo montado durante 30 dias sem peixes) Que te sirva de lição. :D
  8. Boas; Antes de comprares peixes, deves-te informar muito bem sobre as especies. Comprar por impulso dá sempre asneira. E é o que tens..asneira, não é da grossa, porque os peixes ainda são pequenos. O peixe que tens do Malawi, não faço ideia o que seja nem os seu habitos alimentares. Não percebo nada de malawi, por isso não me prenuncio. Mas cheira-me que são carnivoros Os Tropheus são peixes exclusivamente vegetarianos que sofrem de doenças mortais (Bloat) caso se alimentem de granulados muito ricos em proteina. Que é o caso, estás a dar "granulado de cichilds da JBL 10% krill" se não me engano é alimentação para carnivoros. Portanto esses tropheus não devem durar muito, caso não tomes uma atitude. Os tropheus tambem precisão de um aquario maior, no minimo 120cm de frente. Os Trofheus ainda são muito pequenos para sexar, por isso não podes afirmar se tens um casal. Não te chateis comigo se o texto está um pouco agressivo
  9. Isso é o correcto é o que se deve fazer, mas, num aqua de 450 litros fazer tpa de 30% sempre são 130 litros. Acartar 130 litros uma vez por semana a balde ou a bidon é o principio da desistência da aquariofilia. Só acho é que a sugidade se nota mais no silicone branco. Mas, é uma questão de gosto.
  10. Sim. É verdade o que dizes. A ideia é mesmo essa, por isso tenho os Frontosas desde muito pequenos. Os Cipris só aqui ficarão dependendo da vontade dos Frontosas. Até agora têm sido muito pacificos. O que tenho previsto para este aquario são (Caso os cipris tenham que sair): Frontosas, Lelupis, Altolamprologus e Benthocromis (já tive 3 juvenis que saltaram do aquario, 100€ para o galheiro em 4 dias) Obrigado pelo comentario.
  11. Boas, A pergunta não é nada básica, já deu origem a muitas discussôes neste e noutros foruns. Não sou exemplo para ninguem quanto ás mudas de agua, cada um e com a sua experiencia vai fazendo e melhorando o metodo de Tpas. O meu Tpa é o mais simples e arriscado de todos, ou seja: Retirar agua - Ponta da mangueira dentro do aqua e a outra ponta no ralo do bidé, uma chupadela na mangueira e a agua sáipor gravidade. Meter agua- Ligação da mangueira directamente do chuveiro da banheira para dentro do aquario. O unico cuidado que tenho é meter a correr muito devagar e com as tampas abertas, sempre vai libertando algum cloro. Como já tinha dito em cima, não uso anticloro nem baldes. Para teres uma ideia a entrada de agua no aqua é assim: Não tenho razão de queixa, o meu aqua está impecavel, até hoje. Cumps Orlando Marta
  12. SCO

    Temperaturas

    Mudei de casa á pouco tempo, esta é mais quente que a anterior. Tenho o aqua no hall de entrada, ainda não liguei o aquecedor. A temperatura está nos 25º. Só vou ligar o termostato se a temperatura chegar aos 17/18º. Se isso não acontecer o aquecedor não sai da arrecadação. No verão o o aqua chegou aos 30º. Nos Lagos, os peixes tambem aguentam as variações de temperatura e não se queixam Cumps
  13. Um agradecimento ao Pedro Santos, mais conhecido pelo "Exagerado" que já não se encontra entre nós, mas que nos deixou alguma papinha feita. "boas... descobri um texto na Net que passo a transcrever na integra de seguida.. claro que não é meu mas pode ser uma excelente ajuda para quem se esta a iniciar neste hobbie... inclusivamente creio que serve para evitar algumas perguntas muito frequentes e repetitivas Montando seu primeiro aquários de CAs (Ciclídeos Africanos) Autor: Edson Rechi - Maio/2007 Introdução: Se você já manteve um aquário dulcícola por muito tempo, ou mesmo um tanque marinho que possui um custo de manutenção mais elevado, poderá partir para a montagem de um tanque de CAs, devido a familiaridade de cores entre os CAs e peixes marinhos, além se ser muito mais em conta manter este tipo de tanque. Além das cores, a popularidade destes peixes é devido a seu comportamento e particularidades como alguns "Haps" que se enterram na areia fingindo de morto e quando a vítima chega perto, ele dá o bote, ou mesmo os "incubadores bucais" que criam seus filhotes de modo muito particular. São peixes de agressividade média/alta, embora alguns poucos sejam pacíficos, mas basta um pouco de estudo por parte do aquarista relativo a seu comportamento e necessidades, que verá que se trata de ótimos peixes. Os ciclídeos do Leste Africano, também atraem aquaristas devido a sua reprodução relativamente fácil , principalmente do Lago Malawi, e pelo modo com que criam seus alevinos. A vida de um CA poderá variar de 4 a 10 anos, variando a espécie, e não raro alguns chegam até 15 anos em cativeiro.São peixes endêmicos, ou seja, só podem ser encontrados nos grandes lagos. Entre os 3 grandes lagos africanos (Victoria, Malawi e Tanganyika), há mais de 1.500 espécies identificadas, sendo que boa parte deste número, está acessível aos aquaristas e sempre surgem novas espécies identificadas e catalogadas. Conhecendo os grandes lagos: Malawi, Tanganyika e Victória Foto: Google Earth / Earth Watch Institute Estes três lagos estão localizados na África Oriental,na região conhecida como Rift Valley. Possui uma extensão de mais de 4800km, começando na região da Síria, se alongando através do sudoeste da Ásia. Variando o local, pode ter de 28km a 96km de largura, variando a elevação de 42m a 200m . Este vale possui cenários fantásticos, variando a paisagem composta por vulcões e montanhas, incluindo o Monte Kilimanjaro, o mais alto da África, com cerca de 650m . Segundo a história, este vale foi formado a mais de 25 milhões de anos. O vale é divido em lado Ocidental e Oriental. Lago Malawi: Lago Malawi Foto: James Wells Nono maior lago do planeta e terceiro maior da África, o lago Malawi, ou Lago Nyasa como é conhecido regionalmente, assim como o Tanganyika, é longo, estreito e muito profundo. Sua extensão vai do Oeste da Tanzânia até leste do Moçambique. Possui mais de 600km de extensão e 15km de largura, com profundidade de aproximadamente 1000m, com visibilidade de até 2,5m. Os ciclídeos do Malawi são considerados por muitos, como os mais coloridos e brilhantes. Entre os mais populares estão os Mbuna e não Mbunas (veja a seguir). O Malawi possui quase metade de todas espécies de ciclídeos do mundo. A química da água do lago Malawi é bastante similar a do Lago Victória e por este motivo, costuma-se misturar muitas espécies deste dois lagos. O pH deste lago varia de 7.6 a 8.6, com GH entre 4 e 6. Esta variação é graças a variação de dióxido de carbono dissolvido na água, sendo que em águas turbulentas o pH é mais alto e em regiões cuja a água é mais calma o pH é mais baixo. Sua temperatura na superfície varia de 24º-29ºC. O dH varia de 6 a 8. Cerca de 1/3 de sua costa é rochosa, onde se encontram os Mbunas.O restante de sua área é caracterizado por praias e fundos arenosos, onde se encontra os não Mbunas ("Haps" e "Peacocks"). Algumas espécies habitam o fundo "barrento" deste lago. Mbunas(Leia-se Ambuna):São,de longe, os mais populares peixes entre os CAs e significa "peixe das rochas". Podem ser encontrados a partir de 50cm de profundidade em toda costa rochosa do Lago Malawi. Sua população pode passar dos 20 indivíduos por metro quadrado entre grupos ou entre espécies. Suas principais características são as cores fortes, com barras verticais ou horizontais e corpo mais compacto comparado aos Haps. São peixes que raramente se afastam de suas rochas, se alimentando de algas e micro-crustáceos.Boa parte dos Mbunas são herbívoros, sendo obrigatório a presença de Spirulina em sua dieta alimentar. Peixes do gênero Labidochromis se alimentam de moluscos e Melanochromis são predadores de pequenos peixes. Seu tamanho varia entre 10 a 15cm e são peixes agressivos, defendendo ferozmente seu território, não tolerando outros machos por perto ou outras espécies que tenham as mesmas cores. A exceção da agressividade do macho se restringe apenas à época de desova, onde permitirá que fêmeas se aproximem para acasalamento. Pode ocorrer, mesmo após o acasalamento, do macho perseguir a fêmea cortejando-a.Neste caso , a fêmea irá se proteger em outra toca. Os gêneros Mbunas são: Cyathocrhomis, Cynotilapia, Genyochromis, Gephyrochromis, Iodotropheus, Melanochromis, Labeotropheus, Pseudotropheus e Labidochomis. não-Mbunas, são os "Haps" (ou Utakas) que são chamados assim, devido à sua maioria pertencer ao gênero Haplochromis.Os "Peacocks" pertencem ao gênero Aulonocara. São peixes que vivem afastados da costa (regiões de água aberta com correntes) e possuem algumas diferenças de outros ciclídeos do lago, sendo que a principal é que viverem em cardumes.Podem ser encontradas diversas espécies diferentes no mesmo cardume e na mesma região. Embora algumas espécies possam ser encontradas em cardumes, costumam defender seu território, mesmo em água aberta, onde muitas vezes possuem verdadeiros haréns. Possuem olhos grandes, qualidade vital para enxergar minúsculos seres e boca em forma de tubo, que usa para se alimentar destes pequenos seres. Como os Mbunas, os machos costumam ser maiores e mais coloridos, embora haja algumas espécies cujo as fêmeas possam ser idênticas ao macho, como do gênero Aulonocara. Boa parte dos Haps e Peacocks são onívoros. Malawi Fishes Foto: vagabonding.com Os principais gêneros são: Aulonocara (Peacocks) e Haplochromis (Haps) As principais diferenças entre os Mbunas e não Mbunas (Haps e Utakas) são: - Mbunas são menores, mais ativos e agressivos; - Mbunas são usualmente herbívoros, alimentando-se de algas rochosas e minúsculos crustáceos; - Não-mbunas são menos agressivos, levando em consideração o comportamento dos CAs; - Não-mbunas habitam a parte aberta do lago, não ficando restrito a um determinado território; - Não-mbunas em sua maioria são onívoros e maiores que Mbunas; - Mbunas são mais coloridos e chamativos que não Mbunas; - Haps possuem o corpo alongado e cores tendendo ao prateado; Lago Victória Margem do Lago Victória Foto: Hendrik Levsen Também conhecido como Lago Nyanza, O lago Victória ou Vitória, possui cerca de 400km de comprimento dando-lhe o título de segundo maior lago do mundo e o maior lago africano. Este lago recebe água de muitos rios, sendo o principal o Rio Kagera. Este lago possui mais de 500 espécies de ciclídeos, sendo que parte foi introduzida artificialmente, para o desenvolvimento regional. Apesar de ser o caçula entre os 3 grandes lagos, é o que se encontra em piores condições de preservação devido a contaminação por pesticidas e desmatamento de suas margens. Embora haja inúmeras espécies de ciclídeos, mais de 90% pertencem ao velho gênero Haplochromis, havendo sempre mudanças na nomenclatura por parte dos cientistas. O que é seguro mencionar é que quase todas espécies oriundas deste lago são incubadores bucal e são mantidos melhor em grupos, não em pares. Os mais famosos e comuns são os Haplochromídeos, conhecidos por sua agressividade. A água do Victória é similar ao do lago Malawi, tendo o pH variando entre 7,4 a 8,6 c, om dh entre 2 e 8 , e temperatura variando de 22 e 28ºC, dependendo da estação do ano. Situa-se entre Uganda, Tanzânia e Quênia. Lago Tanganyika Foto: http://www.nsf.gov (Office Legislative and Public Affers) Lago Tanganyika O lago Tanganyika é considerado o lago mais longo do mundo, com cerca de 670 Km de comprimento e o segundo mais profundo. É o segundo maior lago da África, atrás do Victória, com extensão de 7900 km quadrados. Em seu ponto mais largo, tem cerca de 72km de largura. Situa-se entre a Tanzânia, Burundi, congo e sul da Zâmbia. Este lago possui um índice mineral muito elevado, devido à maioria dos sais que fluem nele não saírem, permanecendo no lago enquanto a água evapora. Isso é ocorre por se localizar em uma região muito árida com alto índice de evaporação. O pH do lago Tanganyika é mais elevado que seus outros lagos irmãos, variando de 8,8 a 9,6 com dureza total de 11 a 17 e dureza de carbonatos entre 16-19. Sua visibilidade é pouca , chegando a cerca de 2m. A temperatura da superfície varia de 24º a 28ºC. É importante manter a temperatura do aquário o mais próximo possível destes números, nunca acima de 29ºC, já que o metabolismo do peixe aumentará, demandando mais oxigênio, e com o pH muito elevado, o peixe corre o sério risco de morrer sufocado. Possui mais de 200 espécies de ciclídeos e não raramente encontramos crocodilos e hipopótamos na costa do lago. O biótopo deste lago é arenoso e muitas vezes estes peixes são melhor mantidos em tanque com areia, não cascalho, principalmente para os "Ciclídeos-Gobys" que gostam de se enterrar na areia. Muitas das espécies são pequenas como os gêneros Neolamprologus e Lamprologus e Julidocrhomis. Neste lago vivem os ciclídeos chamados "Tangs", ou seja, quando se refere à "Tangs" dos grandes lagos, se refere à alguns ciclídeos do lago Tanganyika. Química da água: Ciclídeos africanos apreciam pH alcalino, como pode-se ver detalhadamente acima, sendo um erro fatal mantê-los em pH próximo a neutro ou mesmo levemente ácido. O pH da água dos grandes lagos pode variar conforme abaixo: Malawi:7,6 a 8,6 Tanganyika: 7,8 a 9,6 Victória: 7,4 a 8,6 Estes valores são aproximados, e na natureza, a escala poderá variar para mais ou menos, mas os valores indicados acima, são bons valores para manusearmos os peixes. Alguns aquaristas renomados indicam manter o pH entre 8,2 a 8,4,o que estará de bom tamanho para espécies dos 3 lagos. Lago Malawi Foto: http://www.gadling.com A água dos grandes lagos é muito dura e contém muitos minerais e sais dissolvidos, e por este motivo, muitas vezes o aquarista poderá se deparar com problemas em segurar o pH e dureza da água, já que aquários "velhos" tendem a acidificação natural da água, devido à inúmeros motivos. Para tamponar ou "segurar" o pH em determinado valor, existem diversos produtos chamado de tamponadores, que cumprem muito bem seu papel e há , ainda, sais próprios para aquários de CAs contendo elementos traços, extremamente importantes para a manutenção de seu tanque. Dispense o uso de sais para aquário marinho e sal de cozinha. Além destes produtos, o tipo de substrato , bem como o tipo de ornamento usados no tanque, poderão ser ótimos aliados para alcalinizar e segurar o pH em determinado valor. Temperatura entre 24ºC a 29ºC é o ideal. Em época de desova ou para crescimento acelerado dos alevinos, mantenha próximo aos 29ºC, lembrando que quanto maior a temperatura, menor a taxa de oxigênio dissolvido. A dureza carbonatada (KH) da água dos grandes lagos contém muito carbono dissolvido, entre 8-10, portanto deverá atentar a este detalhe, já que o KH indica ao grau de dissolução de carbonatos e bicarbonatos na água, além de manter o pH estável. Deve-se adicionar estes elementos a cada troca parcial efetuada, usando como base uma colher de sopa para cerca de 150l de água nova. Mas esta dosagem é apenas uma base, seu tanque poderá ser usado mais ou menos. Margem do Lago Tanganyika Foto: http://www.nsf.gov (Office Legislative and Public Affers) Já a dureza geral ou total (GH) da água deverá estar entre 10-12. O GH indica a concentração de magnésio e cálcio dissolvidos na água . Nos grandes lagos há uma grande concentração de magnésio, portanto, atente aos valores do GH da água de seu aquário. Normalmente , não há necessidade da reposição destes elementos, já que o substrato calcáreo usado (halimeda, aragonita, dolomita e afins) em aquário de CAs, é o suficiente para elevar a dureza geral da água. Se houver necessidade, poderá usar carbonato de cálcio ou mesmo sulfato de magnésio. Já vi muitos aquaristas usarem sal comum em seus tanques! Isso é um tremendo ERRO! A água dos grandes lagos possui uma grande quantidade sais dissolvidos, porém, não se trata de sais usados em água salobra e muito menos marinho! Existem sais próprios, vendidos para tanques de CAs, que deverão ser usados, sobretudo se teu tanque está com carência de potássio ou elementos traços. Portanto, evite a todo custo o uso de sal comum, exceto se quiser controlar algum parâmetro como excesso de nitratos ou alguma doença. Margem do Lago Victória Foto: ? Assim como qualquer peixe, os CAs são sensíveis à presença de amônia na água, ainda mais levando-se em consideração que este elemento é muito mais letal em pH alcalino. População controlada, excelente filtragem (ótimo é pouco!) e manutenção em dia e não haverão problemas com este composto. Lido que está a explicação sobre os três Lagos.. e se ainda está indeciso por exemplo entre Tanganyika e Malawi.. poderá consultar um artigo do forum elaborado pelo membro Nelson Malawi Vs Tanganyika Aquário apropriado e manutenção: Quanto maior , melhor! Manter CAs em nanos tanques não dá certo e ponto final! Para algumas espécies menores, poderá ser montado um tanque com um casal ou harém. Aquários de grande porte comportam uma variedade e seleção maior de ciclídeos, além de diminuir bem a agressão destes peixes. O tamanho mínimo ideal para um aquário de CAs é 200l , sendo o tamanho prioritário principalmente na largura e comprimento e não na altura, devido a inserção de rochas. Para espécies maiores é recomendado 350l Tank Victória Foto: Mongabay A velha "regra" cm de peixe adulto para cada litro de água não se aplica neste caso, e deve-se usar 3l para cada 1cm de peixe (veja abaixo), levando-se em consideração o tamanho final do peixe quando adulto. A manutenção de um aquário de CAs, pode a princípio parecer mais exigente que a de um tanque dulcícola e muito iniciantes podem se inibir em montar um tanque de CAs, devido à informações contraditórias ou achar que dá "mais trabalho". Respeitando as devidas proporções, manter um tanque de CAs, é mais fácil que se pensa.Afinal, é infinitamente mais fácil mantermos a água alcalina, que os CAs exigem,do que ácida (e muito mais barato também), já que os elementos usados na decoração do tanque, servirão para aumentar o pH da água Tank Malawian Foto: Mongabay No que diz respeito aos peixes do lago Tanganyika aqui a margem já é maior dependendo do tipo de peixes que se tem em mente... Se a opção recair por exemplo sobre Conchiculas um simples cubo de 50x50 chega perfeitamente para albergar uma pequena colonia. Se ainda persiste a dúvida sobre que especies prefere.. pode dar uma olhadela na ficha de diversas especies Ficha de Especies As trocas parciais em tanques de CAs são extremamente importantes, podendo ser consideradas até mais essenciais que em outros tipo de montagens, como tanque plantados ou comunitários. O excesso de nitritos/amônia, em pH alcalino, são bem mais tóxicos que em pH ácido, e , aliado à ausência de plantas e muitas vezes com a superpopulação, acabam ocorrendo verdadeiras catástrofes. A qualidade da água pode-se deteriorar rapidamente, já que CAs são peixes bem ativos na alimentação. Trocas freqüentes são desejáveis, fazendo com que os peixes permaneçam saudáveis e suas cores vibrantes. Cerca de 20-30% semanalmente é o ideal, sempre usando um bom condicionador e igualando os parâmetros como o pH, dureza e temperatura da água de reposição. Filtragem e circulação A filtragem, deverá ser muito bem dimensionada, tendo como base o uso de filtros externos do tipo Canister ou HangOn (aqueles que ficam pendurados na borda do vidro). A vazão do filtro deverá ser entre 6X a 10X por hora, o valor bruto de água do tanque. Exemplo : se você possui um tanque de 200l, o fluxo da filtragem deverá ser entre 1200 a 2000 litros por hora. Opte pelo uso de 2 filtros, ficará melhor dimensionada sua filtragem. Opte ainda por filtros potentes, já que CAs comem muito,e conseqüentemente liberam mais dejetos, que se acumulam rapidamente no tanque e deverá ser removido pelos filtros, já que comumente não usamos plantas neste tipo de montagem. O uso do filtro do tipo SUMP, também é muito bem-vindo neste tipo de montagem. Tank Tanganyika com Frontosas Foto: bluefrontosa.com Aquários de grande porte deverão possuir bombas internas para circulação da água, já que CAs apreciam forte circulação, mas nunca excessiva.Portanto, tenha bom senso na vazão das bombas de circulação. O uso de bombas de circulação, ajuda a aumentar a troca gasosa, devidoà forte movimentação que causa na superfície, fazendo com que haja uma boa dissolução de O2 e evaporação de CO2.Então , teremos uma boa concentração de O2 e menor de CO2, além de ajudar que os filtros externos captem melhor os detritos, já que estes ficarão em suspensão sendo capturados mais facilmente.CAs exigem água muito bem oxigenada. Decoração do tanque A decoração do tanque é muito importante. Algumas espécies tendem a serem demasiadamente territorialistas e outras necessitam de um território permanente, principalmente quando há desova. O mais indicado é decorar seu tanque com muitas rochas, formando um paredão com entradas e muitas tocas. Além de servir como abrigo para muitas espécies, simulando seu ambiente natural, estas rochas se tornarão territórios defendidos a "mordidas e dentes". Além do mais, as rochas ficarão encobertas de algas, que será uma prato feito para peixes herbívoros. Quanto mais tocas, menor será a agressividade de alguns peixes. Além das rochas, devemos usar cascalho calcáreo, para endurecer a água e conseqüentemente alcalinizá-la. O cascalho é um elemento de vital importância para o bom desenvolvimento do aquário de CAs, pois além de deixar a química da água ideal para acomodar os peixes, ainda tamponará o pH, fazendo com que este não "despenque" a longo prazo, algo comum em montagens "velhas". A quantidade a se usar de cascalho varia de acordo com o tamanho do tanque, podendo variar de 8 a 12cm. Tanto o cascalho escuro como o claro possuem vantagens e desvantagens. A areia (não a de sílica, e sim calcárea) é uma boa opção e muitos ciclídeos preferem este tipo de cascalho (como os Aulonacara, Neolamprologus, Xenotilapia e Enantiopus, entre outros). Se for usar um filtro do tipo undergravel, evite usar cascalho com granulometria muito fina (areia). Entre os cascalhos mais usados, estão: - Aragonita (Areia): Possui alto poder de tamponamento e aumento do pH. Seus maiores aliados são o custo baixo e o efeito visual bonito. Seu inconveniente, é que pode ser trabalhoso para ser lavado, antes de ser inserido no tanque. Poderá ser usado como base e recoberto com areia de sua preferência. - Dolomita: Possui bom poder de alcalinizar a água, mas é péssima em médio prazo, pois perde o poder de alcalinização e efeito tamponador. Poderá ser usado em algumas áreas do tanque como enfeite. Sua maior vantagem é o custo baixo. - Calcita: É muito mais estável e solúvel que a aragonita, é bem semelhante a esta. - Halimeda: Ótimo substrato, é esqueleto calcário das algas Halimeda sp., seu aspecto é similar ao de flocos de aveia e contém em pequena proporção, cristais de calcita. Ótimo tamponador com liberação de carbonatos. Uma das melhores opções para a montagem do substrato, embora alguns aquaristas não gostem de seu formato. - Caribsea African Cichlid Sand: Substrato que contém aragonita com alta porosidade e adição de bactérias benéficas. Excelente substrato, porém, seu valor é muito elevado em comparação aos anteriores. - African Cichlid Mix: Excelente substrato nas cores cinza, branca e grafite. É um ótimo tamponador e aumenta a biota do tanque, devido a porosidade em sua estrutura. Único inconveniente é seu preço elevado. - Cascalho de conchas moídas: Muito usado em aquário marinho antigamente, possui bom poder alcalinizante e tamponamento, porém, perde tal poder à médio prazo. Seu único aliado é o preço baixo. - Samoa Pink: Um dos melhores e mais bonitos substratos.Único inconveniente é seu custo muito elevado. - Areia: Pode-se usar areia de filtro de piscina, areia de rio, areia de praia... porém, por ser tratar de um material normalmente neutro, terá que usá-lo como camada acima de outro substrato alcalinizante. O efeito é muito agradável, embora não combine com filtros do tipo undergravel. Outros substratos comerciais como Nature Oceans, Atlantic Crushed coral, Eco-Complete African Cichlid Gravel, Eco completed caribsea seafloor, etc... também podem ser usados , variando de acordo com seu gosto e bolso. Plantas: É possível usar algumas plantas mais resistentes como Musgos, Valisnérias e Anubias, mesmo com água dura e pH alcalino, apenas certifique-se que seus peixes não possuem hábitos herbívoros. Existe a opção de plantas artificiais, algumas replicam quase fielmente algumas plantas, mas se quer um tanque "natural", evite o uso das artificiais. Vallisneria Spirallis Foto: ? Aqui pode encontrar um artigo do membro Valentim, onde estão descritas as plantas mais comuns/resistentes para aquarios de CA's Ficha de Plantas Troncos, embora sejam agradáveis ao olhar, também devem ser evitados, por liberarem ácidos que tendem a acidificar a água, além de poder deixar a água com "cor de chá", água típica dos tanques Amazônicos, devido a liberação de ácido tânico. Embora o efeito de ácidos liberado pelos troncos seja anulado por outros elementos, ao meu ver, o uso deve ser evitado. Iluminação: O propósito da iluminação em tanques de ciclídeos africanos é justamente realçar as cores dos peixes, favorecer o crescimento de elementos úteis à biota saudável do tanque, e em alguns casos mais raros, quando se usa plantas, fornecer suporte para estas realizarem sua fotossíntese. A exigência dos peixes quanto à iluminação é muito particular , variando com a espécie. Alguns CAs vivem a centenas de metros de profundidade e , normalmente , estes são muito coloridos (algo de estrema importância para detectarem seu semelhante). Já outros vivem próximos à superfície, onde a iluminação é mais forte, mas não exagerada. Embora se possa usar uma iluminação excessiva, isso não é muito recomendado, já que poderá ser danoso à alguns peixes.Justamente neste ponto, entram as já comentadas rochas e suas tocas que servirão de refúgio para os peixes se abrigarem da luz. Portanto, volto a afirmar que uma iluminação moderada (em torno de 0,5W/L) é o ideal tanto para a tranqüilidade dos peixes como para o bom desenvolvimento de inúmeras algas, que exercem papel fundamental no tanque. Foto: lilviv.com As lâmpadas mais comuns e indicadas para um tanque de CAs são as lâmpadas fluorescentes comuns (as famosas luz do dia) que levam vantagem de serem boas e baratas , as lâmpadas próprias para plantados como Aqua-glo, Grolux, Flora-glo e afins que possuem espectro luminoso "rosado", realçando bem as cores quentes dos peixes, além de servir de apoio para o surgimento de algas, lâmpadas do tipo actínicas (popularmente chamadas de "lâmpada azul") que também são uma ótima escolha para se usar em tanques de CAs, já que realçam as cores dos peixes, tendo seu único ponto negativo não incentivar tanto o crescimento de plantas e algas como as lâmpadas citadas acima. Uma boa combinação é usar lâmpadas fluorescentes de 10.000K (branca intensa) ou as comuns fluorescentes (luz do dia), intercalando com lâmpadas actínicas ou lâmpadas próprias para plantados. A escolha vai de seu gosto pelo visual, se optar por luz do dia + actínicas, onde muitos aquaristas afirmam ser a combinação ideal ou luz do dia + lâmpadas para plantados, onde terá um aspecto mais "rosado" com realce da cores quentes dos peixes. Particularmente gosto muito de mesclar fluorescentes de 10.000K + lâmpadas actínicas, na base de 2 por 1. Exigência Alimentar: A dieta é de extrema importância para ciclídeos africanos. Uma dieta ministrada incorretamente levará a diversas doenças, entre elas a temida "Malawi Bloat". Uma dieta balanceada com 90% vegetal + 10% animal é indicada a maioria dos peixes, exceto peixes estritamente herbívoros. Eles podem ser separados em quatro grupos: - Predadores: Dieta carnívora; - Micro-predadores: alimentando-se de pequenos peixes, invertebrados e plâncton; - Onívoros: Dieta carnívora e herbívora; - Herbívoros: Dieta a base de vegetais; Peixes carnívoros necessitam de alguma matéria vegetal em sua dieta e peixes herbívoros, obviamente, também necessitam de matéria vegetal em sua dieta. Mas esta dieta reversa deverá sempre ser fornecida esporadicamente e em pouca quantidade. Boa parte dos Ciclídeos em geral costuma aceitar alimentos industrializados (flocos, sticks, alimentos congelados) sem maiores problemas,e o mesmo vale para os Ciclídeos Africanos, sendo desnecessário fornecer alimentos vivos.Embora muitos aquaristas indiquem que o alimento vivo possa incentivar a desova de algumas espécies e aumentar sua atividade e coloração. Forneça de duas a três vezes ao dia, em pouca quantidade que possa ser consumida em dois ou três minutos. Se desejar fornecer alimentos vivos para seus peixes como artêmias e outros, indico apenas fornecer aos peixes predadores ou micro-predadores. Uma ração bem balanceada é de extrema importância, não só para a saúde dos peixes, mas ,também, para ajudar a realçar a coloração destes. Deve-se atentar para fornecer alimentos de qualidade, principalmente na fase juvenil do peixe, pois é justamente neste período que o pigmento estará se desenvolvendo, brindando futuramente o peixe com cores brilhantes. Muitos defendem que Mbunas em sua maioria deverão ter uma dieta 100% a base de Spirulina, assim como outros peixes herbívoros como os Tropheus do Tanganyika. Defendem esta tese devido a poderem contrair a temida "Malawi Bloat" (veja em doenças logo abaixo), se alimentados com alimentos de origem animal. Em seu habitat natural é sabido que algumas espécies se alimentam de micro-crustáceos e insetos, incluindo-se ,aqui, o gênero Labidocromis e alguns Pseudotropheus. Em época de estação de chuva, milhares de insetos vão até o lago se reproduzir, sendo um prato cheio para TODO ciclídeo dos lagos. Spirulina "in natura" Foto: http://www.bonta.ru Mas espera aí! Não vá ler este artigo e afirmar que todos CAs herbívoros podem ser alimentados com alimentos de origem animal! A estrutura genética destes peixes herbívoros, como os Mbunas e os Tropheus do Tanganyika, não permite que estes se alimentem com altas doses de proteína animal! Portanto, o uso racionalizado e variado tendo como base primária a Spirulina e secundariamente rações próprias para Ciclídeos, poderá ser ministrado sem maiores problemas, assim como rações que realçam as cores dos peixes. Vegetais como alface, acelga e agrião também são muito bem aceitos pelos CAs, assim como artêmias fornecidas uma vez por semana ou a cada 15 dias em pouca quantidade. Algumas dicas básicas para alimentar bem seu CA : - Antes de adquirir o peixe, consulte o lojista ou hobbysta mais experiente sobre a dieta ideal. Se o peixe for herbívoro, deverá obedecer a seus hábitos alimentares fornecendo rações com base vegetal, spirulina e similares. - Procure variar a alimentação de seus peixes, com marcas e tipos de rações diferentes e jamais forneça um só tipo de ração. Alimentar todos os peixes com um só tipo de ração, seria o mesmo que você comer lanche no Mcdonalds sua vida inteira. O lanche poderá satisfazer os quatro grupos acima, mas realmente seria o mais saudável? Não teria problemas com sua saúde a médio prazo ? - Rações além de conter tudo o que o peixe necessita, possuem algumas vantagens, como o realce das cores. Ainda mais se tratando de CAs que possuem cores vibrantes, em destaque cores como laranja, amarelo, azul e vermelho. Boas rações possuem em sua formulação, o caroteno, elemento de extrema importância para o realce destas cores. - Embora alimentos vivos, como as artêmias, possuam alto valor nutritivo, não é recomendado o uso contínuo e prolongado, devido à falta de alguns nutrientes presentes nas rações. Forneça esporadicamente ou especialmente para os peixes que não mostram interesse em alimentos preparados. - Mbunas são basicamente herbívoros e não-mbunas são onívoros. - Boa parte dos Haps do Victória e Tangs (exceto Tropheus que é estritamente herbívoro) são onívoros. Agressão: Quase 100% das espécies de CAs são territorialistas e intolerantes com membros da própria ou outras espécies. Quando inseridos no tanque, ou mesmo em seu habitat natural, existe uma forte hierarquia social entre a mesma espécie ou mesmo entre espécies diferentes, onde sempre poderá haver um macho hiperdominante de comportamento mais agressivo, perseguindo a todos que se aproximarem, mesmo fora da época de desova. Entre peixes da mesma espécie, sempre haverá um macho dominante, que não tolerará nenhum outro macho de sua espécie no tanque, chegando a matá-lo. Esta hierarquia poderá ser quebrada quando houver desova, já que o macho e a fêmea ficarão mais agressivos com demais peixes nesta época. É sempre aconselhável montar um harém com um trio (um macho e duas fêmeas) ou um macho para três ou mais fêmeas. Mas porque tanta agressão? A agressividade está ligada e 3 fatores principais: reprodução, coloração e alimentação. Para controlarmos ou amenizarmos a agressividade devemos manter o mínimo de machos possíveis, criando verdadeiros haréns; espalhar muitas rochas formando diversas tocas; fornecer alimentos 2 ou 3 vezes ao dia; em alguns casos baixar a temperatura próximo a 25ºC para diminuir o metabolismo do peixe; e em último caso, superpovoar o tanque como veremos logo mais abaixo. Ao introduzirmos novos peixes em um tanque recém montado ou mesmo novos peixes em tanque já povoados, devemos nos precaver com alguns cuidados. Se for introduzir os primeiros peixes, atente ao nível de agressividade dos peixes escolhidos e introduza primeiro os mais "calmos". Peixes como Auratus, Chipokee, Lombardoi estão entre os mais agressivos e os Labidochormis e Aulonocaras estão entre os menos agressivos. Se for introduzir um novo peixe em um tanque já povoado, procure fazer isso na hora da alimentação ou ao apagar as luzes, para o novo habitante se refugiar em algum abrigo mais tranqüilamente. Lembrando que o novo habitante poderá ser perseguido e caçado por semanas e quando estiver mais adaptado, poderá revidar (ou não) e desafiar a ordem hierárquica, sempre começando com os que se encontram na parte baixa desta ordem hierárquica, podendo até (ou não) chegar aos líderes. Agressão X Alimentação A agressividade dos CAs é causada por inúmeros fatores, entre eles, que na natureza vivem em grande espaço e sob pressão constante para encontrar alimentos estabelecendo territórios para ajudar a assegurar o alimento, nestas circunstâncias. O primeiro motivo da agressão é justamente a alimentaçãoOs CAs estabelecem um território, tendo um amplo quintal para colher, assegurando sua fonte de alimentação e outros peixes que consomem o mesmo alimento, são obviamente concorrentes. Secundariamente, peixes precisam de território para a reprodução, e o macho dominante permite apenas fêmeas em seu território, expulsando , principalmente ,machos da mesma espécies e outros espécies de peixes, machos ou fêmeas. Mas há alguns macetes para tentar controlar tendências agressivas destes peixes, assegurando que cada peixe tenha alimento e principalmente certificando-se que nenhum está inibido a ponto de não se alimentar. Recomendo que alimente seu ciclídeo duas a três vezes por dia, tomando cuidado com excessos, e escolha um dia da semana para não os irá alimentar. Lembre-se: ciclídeo é agressivo por natureza, com fome será ainda mais. Outra dica que é a mais básica : tanques grandes e colocação de bastante rocha, fará com que cada um tenha seu território, minimizando as brigas. Agressão X Coloração Peixes com a mesma coloração estão sujeitos a agressões entre si (especialmente entre Aulonocaras), já que se trata de um concorrente. Você deverá evitar manter peixes com a mesma coloração e em alguns casos, com o mesmo formato do corpo. Isso poderá ser feito se for mantida uma diversidade maior de espécies de ciclídeos. Ao inserir diversos peixes do mesmo gênero compatível, é possível que mais tarde, poderá haver desovas e você estará produzindo peixes híbridos, que pode não ser bem aceito por aquaristas, embora se veja aos montes nas lojas e com criadores. Voltando a agressão: os machos podem atacar outros machos com a mesma coloração, mesmo sendo espécies diferentes. Isso poderá ser evitado, se colocarmos menos machos no tanque, sendo esta técnica extremamente importante em tanques menores. Muitos aquaristas experientes recomendam manter pares, trios ou mais de uma espécie, desde que se mantenha apenas um macho por espécie. Neste método, reduzimos a agressão do macho para com as fêmeas, sendo que se colocarmos pares, a fêmea poderá ser brutalmente perseguida a todo instante. Portanto, sempre mantenha um trio ou mais. Dependendo da espécie, poderá possuir muitas fêmeas "cinzentas" em seu tanque e poucos peixes coloridos, já que as fêmeas variando a espécie, não apresentam as cores vistosas do macho. Mas à longo prazo e dependendo das circunstâncias, as fêmeas podem apresentar forte coloração e não raro os machos "perdem" suas cores, quando não inserimos fêmeas. Agressão X Aglomeração Pode soar estranho, mas muitos criadores de CAs indicam que para diminuir a agressão dos ciclídeos africanos, basta inserir muitos (muitos mesmo !) exemplares no mesmo tanque, que assim diminuímos a agressão dos "chefões" do pedaço. O iniciante entusiasta normalmente ao ler esta firmação, pode sair povoando seu tanque com inúmeros peixes, já que quanto mais, menor será as agressões e mais colorido será o tanque. Mas será que está afirmação de aglomerar o tanque, realmente é boa ? Se possui uma filtragem "parruda", excessiva, que possa segurar os níveis de oxigênio consumido e que mantenha níveis de nitrito/amônia sob controle e manutenção em dia, é recomendado. Quando mantidos aglomerados, os atacantes "perdem" sua vítimas na aglomeração e CAs toleram esta situação, já que na natureza dependendo da região, podem serem encontrados aos montes por em espaços reduzidos. Mas deve-se atentar para a qualidade da água, já que é muito difícil manter um aquário saudável, sem estar com filtragem forte e principalmente, sem atentar para a manutenção periódica. A maior vantagem é que se terá um tanque cheio de peixes brilhantes, coloridos (ou não) e ativos, algo inimaginável em um tanque marinho, por exemplo. Talvez o maior problema deste método, seja com a dieta alimentar dos peixes, já que muitos, tendem a misturar peixes com dietas diferentes e fornecem rações ou outros tipos de alimentos incorretamente à exigência do peixe. Ao meu ver, mantendo um tanque aglomerado, este acaba passando mais uma visão de "caos" , do que saudável, além de ser infinitamente mais trabalhoso, já que exigirá uma manutenção maior por parte do aquarista, comparado à tanques com menos peixes e nem sempre é agradável, principalmente para as mulheres da casa e nossos ouvidos. Agressão X Reprodução O comportamento agressivo em época reprodutiva, tende a causar sérios problemas a outros peixes, especialmente com espécies monogâmicas, onde os indivíduos sexualmente ativos, são extremamente agressivos. Antes de aprofundarmos na reprodução destes peixes, algumas ressalvas: - NUNCA incentive seus peixes interagirem com outras espécies; - NUNCA venda ou solte na natureza seu peixe híbrido; É muito fácil compreender o porque destas duas ressalvas, portanto não entrarei em mais detalhes, apenas uma rápida pincelada. Responda: O que aconteceria se um peixe híbrido "cair" na natureza, ou ainda, oque acontece geneticamente com os Híbridos ou com os filhotes destes? Pense e tire suas conclusões! Dimorfismo sexual e reprodução: Em diversas espécies, o macho sempre é maior e com coloração mais vistosa que a fêmea. Para distinguir, devem-se observar peixes adultos, já que quando pequenos, podem apresentar a coloração da fêmea. A coloração destes peixes só poderá aparecer em definitivo quando adultos e em alguns casos a cor do macho poderá ser similar a da fêmea, mesmo este sendo adulto. Isso funciona como camuflagem :quando um macho não dominante está constantemente sendo perseguido pelo outro macho dominante, mesmo este último sendo de outra espécie. Existem outros meios de distinguí-los, sendo o principal a observação no canal genital do peixe, onde o da fêmea é maior e mais arredondado. Outro meio é verificação das nadadeiras mais pontiagudas, principalmente a dorsal, mas este método é arriscado , já que não são visíveis em peixes mais jovens e algumas espécies. Todos CAs são ovíparos : as fêmeas desovam em algum local e os machos fecundam os ovos em seguida, rente ao substrato. Muitos são relativamente fáceis de se reproduzirem, desde que os parâmetros da água e alimentação estejam corretos. Muitas espécies começam a desovar "cedo", por volta dos 6-7 meses de vida. Em algumas espécies, as fêmeas carregam os ovos já fertilizados na boca e os incubam. Este processo chama de incubação bocal ou "mouthbrooder", sendo muito comum entre os Mbunas. Uma vez que o macho fertilize os ovos, a fêmea os engole incubando todos por cerca de 14-21 dias.As larvas chocam e permanecem ainda por 18 ou mais dias na boca da fêmea.Este tempo poderá variar de acordo com a espécie. Após este período, os alevinos estarão nadando livremente. Um típico caso de "mouthbrooder", com os ovos incubados na boca, notar a saliência. Foto: Rick Borstein Normalmente neste período e até que os alevinos estejam nadando livremente a fêmea não se alimentará . Muitos pesquisadores acreditam que este método de reprodução seja um avanço no método reprodutivo, já que além de incubar os ovos por certo tempo, a fêmea (em alguns casos, o macho) estará os protegendo nesta fase crítica e perigosa, fornecendo proteção prolongada aos seus sucessores. Os CAs são as únicas espécies que praticam este método reprodutivo, embora algumas espécies de cat-fish, anabantídeos e alguns peixes marinhos também os façam. Este processo de incubação bucal, no qual as fêmeas carregam os ovos na boca e se recusam a alimentar, pode levar o aquarista a pensar que se trata de alguma doença. A boca fica cheia , com movimentos de mastigação freqüentes.Portanto, muito cuidado ao tratar seu peixe, pensando se tratar de doenças. Existe uma técnica no qual se chama "stripping fry", onde os alevinos são retirados manualmente da boca da mãe. Recomendo uma pesquisa pela internet para saber mais sobre este processo, embora eu seja adepto de deixar a natureza fazer o serviço.Em alguns casos, pode ser necessário retirar os alevinos da boca do hospedeiro e criá-los artificialmente. Para o crescimento eficaz dos alevinos, deve-se ministrar uma boa quantidade de proteína animal como artêmias, mas não se esquecendo do vegetal (30% Animal-70% Vegetal). Temperatura próxima aos 28ºC sempre, para acelerar o metabolismo dos peixes e conseqüentemente haver um desenvolvimento mais rápido. Quando possuímos diversas espécies do mesmo gênero, poderá haver a ocorrência de peixes híbridos, devido o cruzamento de espécies diferentes do mesmo gênero, sendo o mais comum ocorrer a hibridização entre Aulonocaras e Pseudotropheus. Isso ocorre principalmente quando não há um número adequado de fêmeas para um macho de determinada espécie ou quando há um macho muito dominante. Os filhotes em muitos casos costumam ser estéreis, sem coloração intensa ou brilhante, deformados e fracos. E não raramente, podem falecer em curto prazo. Doenças: Os CAs, assim como qualquer peixe, estão sujeitos a contrair doenças "comuns", mas existe uma semelhante à Hidropsia chamada "Malawi Bloat", que embora tenha o nome sugestivo, pode atacar os peixes dos três lagos. Malawi Bloat A "Malawi Bloat" é causada principalmente quando ministrada dieta alimentar incorreta aos peixes, quando exageramos na quantidade de sal adicionado na água, tentando simular seu ambiente natural ou quando o peixe fica muito tempo exposto a água de baixa qualidade (pH e temperatura incorretos, intoxicação por elementos como amônia/nitrito). No forum tambem temos um artigo muito da autoria do Jacinto e pode ser encontrado aqui Malawi Bloat by Jacinto Peixe adoecido por Malawi Bloat, notar a saliência na barriga, similar a doença Hidropisia Foto: http://www.afrikos-ciklidai.com A dieta incorreta irrita o sistema digestivo/excretor do peixe, por isso deve-se evitar fornecer excessivamente alimentos como artêmias, tubifex, blood-worms, larvas ou mesmo rações que contenham alto índice destes elementos. Como citado anteriormente, Mbunas são basicamente herbívoros e não-Mbunas onívoros, mas mesmo para os não Mbunas, devem-se fornecer alimentos de origem animal em pouca quantidade e bastantes alimentos vegetais como a Spirulina. Exagerando na quantidade de sais, também causamos sérios problemas aos CAs, podendo sobrecarregar os órgãos internos dos peixes. O mesmo vale para água de má qualidade ou com parâmetros incorretos. O sintoma primário desta doença, é a perda total do apetite e considerando que CAs são "fominhas", será fácil não observar. Apenas atente para que não se trate de uma fêmea que esteja carregando ovos, já que quando esta entra nesta fase, não se alimentará, podendo ser confundido com a doença. Secundariamente o abdome do peixe ficará inchado, similar à comum Hidropisia nos Anabantídeos.A respiração ficará ofegante e o peixe ficará parado rente a superfície ou substrato.Podem haver fezes brancas e manchas vermelhas próximo ao ânus. Manchas vermelhas próximo ao anús é um dos indicativos da Malawi Bloat Foto: http://www.afrikos-ciklidai.com Esta doença tem tratamento, desde que sejam tomada medidas no estágio inicial da doença. Se o peixe apresentar 2 ou mais sintomas acima, o peixe dificilmente se recuperará, já que os danos atingiram zonas vitais como fígado, rins e bexiga natatória, podendo vir a falecer entre 24 horas à uma semana. O tratamento consiste no uso de um bom bactericida. Se notar que o peixe não está se alimentando, isole-o em um aquário hospital , com forte areação (use um filtro de espuma) e mantenha a temperatura próxima a 30ºC ,constantemente. Ministre um bom bactericida e efetue trocas parciais diárias de 30%, tomando cuidado com a água de reposição, que deverá estar igual a do tanque. Persista no tratamento até o peixe voltar a ter seu apetite e apresentar aspecto saudável. Malawi Bloat em estágio inicial Foto: ciklidi.org Misturando Ciclídeos Africanos Sempre que olhamos um tanque de africanos com diversos peixes misturados, perguntamos, este pode ? e aquele ? Como citado acima, devem-se respeitar algumas regras para misturá-los. Ao contrário de um tanque comunitário, onde se podem ter inúmeras espécies em harmonia, com CAs você necessitará saber não só a espécie que tem e também quais espécies poderão ser misturados à ela. Ao chegar em uma loja, notam-se inúmeras espécies incompatíveis criadas no mesmo tanque, o que pode levar a crer que são peixes que podem estar juntos. Não se engane! Outro fator que pode ocorrer é o criador fornecer um peixe híbrido à loja, mesmo que no primeiro momento não pareça, pois sempre damos preferência aos peixes jovens e estes podem não mostrar se tratar de um híbrido. Isto pode ocorrer também devido à mistura dos peixes. Saiba sempre a procedência do peixe, para não correr riscos desnecessários. Alguns peixes recomendados a iniciantes e quantos cabem ? Qual o melhor peixe para eu começar ? Esta pergunta é freqüente nas lojas e em comunidades de aquarismo. Portanto, algumas poucas sugestões de peixes indicados a iniciantes. Lago Malawi: . Pseudotropheus acei . Labidochromis caeruleus . Pseudotropheus saulosi . Labeotropheus venustus Lago Tanganyika: . Neolamprologus leleupi . Neolamprologus brichardi . Neolamprologus pulcher . Julidochromis marlieri E quantos eu posso por ? A quantidade de peixes a se criar, é relativa à espécie que se deseja criar. A velha regra de 1cm de peixe para cada litro neste caso, não existe! Se for tomar esta regra como base, use 1 cm de peixe adulto para cada 3 litros de água. Com os Mbunas ,em sua maioria, pode-se usar esta regra .Para os Utakas , que podem necessitar de mais espaço, usa-se 5l de água para cada cm de peixe. Existem ,ainda, alguns ciclídeos, que não se enquadram nesta regra, como os pequenos "shell dwellers" que são pequenos e passam a maior parte do tempo escondidos e , para outros cardumeiros pode-se usar 6 litros de água para cada cm de peixe. Enfim, estas "regras" servem para você ter uma base. Noto muitos aquaristas indicando superpovoar o tanque, manter 1 ciclídeo para cada 15-20l de água e por aí vai. Ora! Se colocar um ciclídeo para cada 15-20l, o que aconteceria se eu colocasse 3 peixes de médio porte, que chegam a 35cm em um tanque de 100l ? Ridículo! Portanto, cautela na quantidade de peixes e use sempre o bom senso. O melhor a se ter em mente é que ,quanto mais espaço houver , melhor! Gêneros Antes de iniciarmos o entendimento sobre gêneros dos CAs, entenda que, o nome científico do peixe consiste em um "nome e sobrenome". O primeiro nome indica o gênero do peixe e o segundo nome indica a espécie. É sempre interessante usar a nomenclatura binomial, já que o mesmo peixe pode ter vários nomes "comuns" variando de região para região. Exemplo : Altolamprologus compressiceps X Altolamprologus calvus O primeiro nome indica o gênero e o segundo a espécie. Quando há esta nomenclatura, na maioria das vezes , os peixes não conseguem se reproduzir entre si, mesmo sendo do mesmo gênero, pois se trata de espécies diferentes. Existem , ainda , casos do peixe possuir um "segundo" nome, indicando a mesma espécie, mas sendo outra variedade. Exemplo : Apistogramma cacatuoides var. Triped Red X Apistogramma cacatuoides var. Double Red Neste caso, o cruzamento é possível já que se trata do mesmo gênero e espécie, mudando apenas a variedade do peixe. Os nomes científicos podem ser alterados, já que nem todos peixes são catalogados e sempre surge uma nova espécie ou variedade de outra existente. Hibridismo, o que é ? É bom ou ruim ? Hibridismo nada mais é quando duas espécies diferentes juntam-se, misturando-se entre as duas, o alevino descendente desta mistura será híbrido. Em tanques de CAs pode ser muito comum o hibridismo, já que comumente junta-se espécies de gêneros diferentes, oque pode incentivar o cruzamento entre espécies ou gêneros diferentes. Antigamente, existia uma teoria de que todos os CAs, inclui-se aqui dos 3 grandes lagos, tinham partido de um único ancestral. Tal teoria incorreta, foi totalmente estudada em meados do começo da década de 90, em que seria mais correto afirmar que as espécies de cada lago, possui ancestrais oriundos unicamente de cada lago. Os Tangs por exemplo partiram de mais de um ancestral enquanto os Malawians provém de algum tipo de Astatotilapia oriundo de algum rio. A principio este processo de hibridização natural é interessante, mas não para nossos tanques. Na natureza leva-se anos para a seleção, ou seja, há toda uma preparação de centenas de anos para que ocorra o hibridismo, influenciado por diversos fatores. O papel do aquarista neste processo, é extremamente importante, já que devemos nos preocupar com a preservação das espécies em cativeiro e na natureza, e as tentativas de se conseguir novas cores e formas de peixes, deve-se ser evitada, já que o ser humano o faz (ou o irá fazer) apenas por valor comercial ou simplesmente por curiosidade (que vai sair ?). A natureza não precisou consultar o homem para definir as formas e cores que habitam os grandes lagos, pense nisso! Peixes híbridos podem ter sérias deformações, serem inférteis e muitos não chegam a poucos meses de vida, portanto, cabe você aquarista julgar se vale a pena e mesmo com toda precaução a modo de se evitar o hibridismo, se vier ocorrer, fique com o peixe híbrido, não o repasse ou mate, e deixe-o ser feliz até a natureza definir seu rumo naturalmente. Muito obrigado Pedro Santos.