Marco Monteiro

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Tudo publicado por Marco Monteiro

  1. O néon (Paracheirodon innesi) também é um tetra! Bom, mas tens inúmeros tetras que podes colocar para além dos tetras do Congo que já te aconselharam. Como exemplo posso dizer-te que os Tetra Silver (Hasemania nana) também fazem um cardume lindíssimo, os Tetra Santa Filomena (Moenkhausia sanctaefilomenae) ou os Blue Tetra (Boehlkea fredcochui) igualmente. Se preferires optar por alguns vivíparos (Molly's; Espadas ou Platys, por exemplo) será igualmente uma óptima experiência. Cumprimentos,
  2. Bom, nesse caso deverias colocar este desenvolvimento noutro fórum que não o dos ciclídeos africanos. É mais simples e funcional os tópicos ficarem organizados nos locais correctos, pois permitem uma pesquisa muito mais rápida a todos os membros que queiram ver esclarecidas as suas dúvidas, assim como partilhar as suas experiências. Um abraço,
  3. Olá Ivo, a verdade é que mesmo com as alterações que se verificaram no PH, o mesmo ainda não satisfaz os parâmetros mínimos exigidos num aquário de ciclídeos africanos. Uma boa opção e grande ajuda seria optares por colocar areia da praia no fundo e alguns fragmentos de coral, caso contrário será mais complicado atingires valores de PH elevados porque o grande problema está na dureza dessa água, por sinal bastante mole Que jeitão me dava para o meu aquário amazónico Um abraço,
  4. Olá Miguel, o aqua tem de facto muito potencial! Na minha opinião parece um pouco despido de rochas, levando em consideração o facto da fauna ser constituída por Mbunas, no entanto, é apenas uma opinião pessoal. Força com esse projecto e vai dando novidades com muitas muitas fotos. Um abraço,
  5. Essa técnica designa-se de Stripping Fry e é a melhor solução para aproveitar o máximo de alevins possíveis. Um abraço,
  6. Olá, em primeiro lugar, quais são as características do teu aquário? Coloca aqui o setup do mesmo porque assim será mais fácil aconselharmos as espécies que podes manter, tendo em conta a compatibilidade entre espécies e o tamanho que elas atingem. Cumprimentos,
  7. A do Sahara, é muito mais à frente e... africana
  8. Marco Monteiro

    Iniciante

    Olá, desde já os meus parabéns pela escolha do biótopo Malawi, tenho a certeza de que não te arrependerás! Agora, começando devagar e com calma, passo a passo: 1º Tens inúmeras espécies compatíveis dentro do biótopo Malawi e em primeiro lugar convém decidires aquilo que pretendes, ou seja, no Lago Malawi os ciclídeos estão "divididos" em duas categorias: Mbunas e Não-Mbunas. Dentro dos Não-Mbunas encontras os Peacocks (Aulonocaras) e os Haplochromis (na sua essência predadores do Lago). Por norma é aconselhável, embora seja possível, não fazer a misturas entre categorias devido aos diferentes aspectos da sua manutenção, a começar pela alimentação que diverge entre categorias. Os Haplochromis atingem por norma tamanhos muito consideráveis, pelo que seria recomendável um aqua de dimensões granditas. 2º Levando em consideração as espécies que já referistes deduzo que queiras optar por Mbunas, como tal tens algumas espécies consideradas mais pacíficas, como sejam os Labidochromis Caeruleus, Pseudotropheus Acei, Iodotropheus Sprengerae, algumas cynotilapias, entre outros. O ideal será tentares não misturar espécies com cores muito idênticas (os azuis ou os amarelos, por exemplo), por forma a evitar/contribuir para a hibridição (cruzamento entre espécies diferentes). 3º Se já leste a informação sobre o Biótopo Lago Malawi que está aqui no fórum, sabes que os parâmetros de água devem respeitar alguns valores mínimos para o sucesso na manutenção destes ciclídeos. Assim, em relação à areia aconselho-te a usar a da praia, apanhada numa praia limpa e de preferência junto ao mar (já vem praticamente lavadinha, basta apenas passares por água quando chegares a casa). Para além de ser mais económico torna-se vantajosa a utilização da areia da praia porque vai elevar os níveis do PH para aquilo que desejamos, ou seja, acima dos 8.0. A decoração fica, como é óbvio, ao teu critério, porém deixa-me relembrar que os mbunas adoram/necessitam de rochas com vários buracos, pois disso mesmo depende a sua territorialidade e comportamento dentro do aqua. O indicado será rocha calcária (ajuda a subir a dureza da água) que encontras com bastante facilidade. 4º Relativamente à flora, tens duas opções: ou não colocas planta alguma no aquário, ou então optas por plantas mais resistentes que consigam suportar com maior facilidade os parâmetros químicos da água de um Malawi e a voracidade dos seus habitantes (exemplo dessas mesmas plantas são as Valisnérias Gigantea, Anúbias Nana, Fetos de Java). Aqui tens alguns sites que ajudam na escolha de espécies (levando em linha de conta o aspecto da territorialidade/agressividade inter e intra-específica): www.ciclideos.com http://www.cichlid-forum.com Quando escolheres as espécies que mais gostares coloca aqui a lista que nós ajudamos. Um abraço,
  9. :D Tens de começar a engarrafar essa areia em frasquinhos pequenos e enviar pro pessoal :D.gif' class='bbc_emoticon' alt=':(' /> Muito bom esse layout! Abraço,
  10. Biótopo: Originários da África Ocidental, oriundos dos rios da Nigéria meridional. Nome da espécie: Pelvicachromis Pulcher Designação mais comum: Kribensis Parâmetros da água: Ph - 6.5 a 7.5 dGH - 7º a 15º Alimentação: Considerado omnívoro, os kribensis podem ser alimentados com Tubifex, artémia, daphnias, "blood worms", insectos, crustáceos, alimentos secos. Dimorfismo sexual: As fêmeas apresentam o ventre vermelho e no macho as barbatanas dorsal e anal são mais alongadas (pontiagudas). Tamanho Médio: Macho - 10cm; Fêmea - 7cm Comportamento/Agressividade: Ciclídeo de natureza pacífica que poderá fazer parte constituinte da fauna de aquário comunitário. Durante o período de reprodução pode tornar-se agressivo em defesa da sua prole. Reprodução: O ideal será manter metade da casca de um coco, um vaso ou mesmo um tronco onde a fêmea irá depositar os ovos. O macho está incumbido de fecundá-los e ao fim de dois dias, data de eclosão dos ovos, as crias começam a nadar livremente pelo aquário. É recomendável introduzir nauplius de artémias recém-eclodidas na alimentação dos alevins. Tamanho mínimo do aquário: 80 litros Outras considerações: É importante ter em mente que nesta espécie a fêmea é que escolhe o seu macho, ou seja, mesmo que tenhamos dois exemplares de sexos opostos no aquário, tal não significa que exista formação de casal.
  11. Olá, esta zona de Doenças e pragas é apenas destinada aos ciclídeos africanos. Para que te auxiliem melhor nas dúvidas em relação aos teus viviparos vou mover este tópico para o fórum de Doenças e Pragas (Geral). Cumprimentos,
  12. Metriaclima Livingstonii Pseudotropheus sp. "Elongatus Usisya" Aqui estão Um abraço,
  13. MALAWI RESORT Biótopo: Ciclídeos do Lago Malawi - Mbunas Volume (litragem):240 Litros Dimensões (CxLxA):120x40x55 Fauna: 2 Pseudotropheus Polit 2 Pseudotropheus Acei "Msuli" 2 Pseudotropheus Elongatus "Chewere" 2 Cynotilapia Afra Cobwe 2 Melanochromis Joanjohnsonae 1 Synodontis Eupterus 1 Synodontis Nyassae Flora: Valisnérias Gigantea Substrato e Decoração: Areia da praia e pedaços de coral. Rocha Regional + Rocha Granítica (Serra da Arrábida). Background: Vinil com formação rochosa CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS Sistema(s) de Filtragem: JBL CristalProfi 500, 2xAquaClear 990l/h (Circulação + Filtragem) Iluminação: Power-Glo 30W + Sun-Glo 30W Aquecimento: Jägger 300W PARÂMETROS QUÍMICOS DA ÁGUA PH: 8.5 Temperatura: 26ºC MANUTENÇÃO Tipo de Alimentação: JBL Novo Rift; Spirulina Granulado; Malawi (Tropical); Congelada: Larvas de Mosquito Vermelho e Artémia TPA's: semanais até 30% com aspiração do fundo e limpeza dos vidros
  14. Mais umas fotos dos malandros.... E mais não mostro porque as minhas meninas Polit e Afra estão de esperanças e começam a stressar Um abração,
  15. O conceito de Biótopo é inúmeras vezes ignorado pelos aquariofilistas que mantêm os seus aquários sustentados na beleza e até raridade de algumas espécies. Na realidade, a noção deste conceito é imprescindível à correcta manutenção das espécies que constituem esses aquários e, simultaneamente, ao apuramento deste hobbie. Um biótopo (palavra que deriva etimologicamente do grego bios = vida + topo = lugar), constitui de uma forma genérica um determinado habitat, no fundo não é mais do que uma região onde os factores físicos e químicos são primordiais para o bem-estar da comunidade que compõe essa área geográfica. Certo é que, muita gente tem exemplares nos seus aquários que não se coadunam com o suposto biótopo que inicialmente se escolhe e que ao longo dos tempos se vão aguentando e provam que de facto são capazes de sobreviver nesse meio. Na realidade é mesmo disso que se trata, apenas SOBREVIVEM e tentam a todo o custo adaptar-se às novas condições impostas. Ao longo de milhares de anos as espécies piscícolas, à semelhança da espécie humana e de todas as outras espécies do planeta, sofreram sucessivas adaptações climáticas, morfológicas, geográficas e sociais que permitiram uma evolução gradual até se transformarem naquilo que hoje são (e continuam a evoluir, de acordo com as condições que sucessivamente se alteram de dia para dia). No seio destas transformações, uma das mais importantes é de facto a morfológica, definindo as capacidades de uma espécie perante determinados factores, levando a que, tudo o que estiver para além dessas mesmas capacidades e incutido de uma forma brusca produzirá um choque com consequências danosas ao organismo. Um dos factores que mais identifica esta situação é, sem margem para dúvidas, o PH e a dureza da água desses aquários. O factor PH identifica o nível de acidez ou alcalinidade da água, sendo que a escala – que vai de 0 a 14 – é construída em base logarítmica. Isso significa dizer que, se o índice de pH da água cair, por exemplo, em uma unidade na escala para o lado ácido, significa um aumento em 10x dos íons dissolvidos na água. Uma queda em duas unidades, significam 100x mais íons, e assim por diante. Posto isto, dá claramente para termos uma ideia do efeito devastador dessa queda sobre os peixes. Porque é tão importante a medição do PH da água de um aquário? Precisamente porque, entre outras coisas, ele tem influência directa no organismo dos peixes no que respeita à absorção do oxigénio e à capacidade de transporte pelo sangue, além da troca gasosa na bexiga-natatória e nas guelras, ou seja, quedas muito drásticas do PH no sangue originam grandes problemas na sua circulação podendo inclusive causar um colapso e a consequente morte dos animais. Desta forma, as oscilações do PH dependem muito das espécies, da sua adaptabilidade natural à água do aquário e até da troca de água que ocorre no metabolismo dos animais. Muitas vezes os peixes apresentam alguns sintomas que podem passar despercebidos aos nossos olhos mas que favorecem o diagnóstico da chamada doença “ácida” ou da doença da "alcalinidade". Alguns dos sintomas que assentam nesses pressupostos passam essencialmente por “…uma atitude inquieta, respiração difícil, tiros pelo aquário, saltos, posição oblíqua (com a cabeça na direcção da superfície), cambalear pelo aquário, aparente asfixia até à efectiva morte por asfixia em função da destruição do tecido das guelras.” A morfologia os animais sujeitos a tais condições é igualmente notável, denotando-se um muco que cobre de forma excessiva o corpo e as guelras dos peixes, levando à asfixia e ao colapso epitelial. Refira-se ainda que, no caso da “doença alcalina” as guelras e nadadeiras ficam completamente corroídas. Muito comummente encontramos espécies tipificadas em PH ácido nos aquários de Ciclídeos Africanos e que são sujeitas a uma alcalinidade extrema sob pena das consequências acima referenciadas. Na sua maioria, tratam-se de peixes de fundo encontrados como a melhor solução para o combate de algas nos aquários e simultaneamente pela beleza que muitos desses exemplares apresentam. Desde alguns Hypostomus plecostomus, Baryancistrus, entre outros, encontramos variadas espécies que todos os dias lutam em vão por uma qualidade de vida que só passados milhares de anos, com uma anatomia orgânica já bem diferente e adaptada a essas condições, conseguiriam alcançar. O intuito deste artigo não passa de forma alguma por demover essas espécies desses aquários, mas apenas elucidar de uma forma mais exacta sobre esta questão tão importante dos parâmetros de água num aquário. Acredito sinceramente que muitas espécies sobrevivam durante muito tempo, mas sabemos contudo, e agora mais pormenorizadamente, de que forma sobrevivem e como todos os dias se mantêm agarradas à vidinha...
  16. Boas, Pseudotropheus Usisya Metriaclima livingstonii (Conhecido também por Pseudotropheus Lanisticola) Um abraço,
  17. Marco Monteiro

    Lago Malawi

    Há cerca de 35 milhões de anos, com a separação das placas tectónicas africanas e arábicas surgiu o Grande Vale do Rift (Great Rift Valley), um complexo ou sistema de falhas tectónicas com uma extensão aproximada de 5000 km. Os consequentes fenómenos sísmicos e vulcânicos provenientes deste tipo de transformação resultaram em inúmeras fendas no solo, modificando ao longo dos tempos a crosta terrestre. No seio destas modificações, origina-se então na parte meridional de África um dos maiores lagos africanos, o Lago Malawi. Considerado o terceiro maior lago do continente africano, o Lago Malawi (ou Nyasa) é rodeado por três países, (Malawi, Tanzânia e Moçambique) e caracteriza-se por cerca de 245 km de linha costeira, 600 km de comprimento, uma largura máxima de 87 km e 700 metros de profundidade, utilizados para navegação, pesca profissional, mergulho, entre outras actividades. A sua biogeografia específica permitiu que em Novembro de 1980 fosse proclamado o Parque Nacional do Lago Malawi, factor altamente relevante para a sua protecção e conservação, albergando a maior quantidade de espécies de ciclídeos a nível mundial. Em média, cerca de 500 a 1000 espécies e 49 géneros da família Cichlidae vivem neste grande lago e encontram-se divididos em duas categorias: Mbunas e Não-Mbunas (incluindo-se nesta os Haplochromis e os Peacoks). Likoma O termo Mbuna (em linguagem nativa do Malawi) é uma palavra em chitumbuku e pode ser traduzida como "peixe das pedras". Na realidade, tal termo deriva do facto de estes ciclídeos coabitarem preferencialmente as zonas rochosas do lago, ao nível da costa litoral (zonas de maior formação rochosa no lago). Ao mesmo tempo que as formações rochosas conferem abrigo e permitem a definição de território entre mbunas, são propensas também à criação de algas e microorganismos, constituindo a principal fonte de alimentação para os mbunas. De personalidade forte e temperamento difícil, os mbunas destacam-se pelas suas cores vivas e por um comportamento deveras interessante. Estimados em mais de 200 espécies, destacam-se os principais géneros endémicos do lago: Cyathochromis, Cynotilapia, Gephyrochromis, Genyochromis, Iodotropheus, Labidochromis, Labeotropheus, Melanochromis, Petrotilapia e Pseudotropheus, Maylandia e Tropheops. Pseudotropheus elongatus yellow tail Labeotropheus Trewavasae Zimbawe Rock Cynotilapia Afra Cobwé Labidochromis Caeruleus Lion's Cove A reprodução dos mbunas elevam-nos à categoria de excelentes progenitores, tanto mais que conseguem proteger as suas proles com muita astúcia atingindo uma enorme taxa de sucesso na proliferação das suas espécies. Através da incubação bucal, todos eles se reproduzem da mesma forma, ou seja, na "posição T", alternada entre macho e fêmea. A fêmea, após a recolha dos ovos fertilizados pelo macho, tem a árdua tarefa de incubá-los durante cerca de 3 semanas. Posteriormente, os alevins saem da boca da mãe e estão prontos para enfrentar o grande lago, atingindo a maturidade sexual por volta dos 7 meses. Pseudotropheus perspicax (fêmea a incubar) Fora das grandes formações rochosas do lago, existem outras zonas substancialmente arenosas, onde encontramos os Não-Mbunas, mormente os Haplochromis (Haps) e os Peacoks. As suas cores deslumbrantes, que variam do azul ao vermelho (normalmente apenas os machos apresentam estas tonalidades), tornam estas espécies apetecíveis aos aquariofilistas. No entanto, é importante referir que grande parte dos Haps são predadores e atingem tamanhos consideráveis que podem tornar complicada a sua manutenção em cativeiro. Aulonocara Baenschi (Peacoks) Cyrtocara Moorii (Haps) Analisada a principal biologia do lago, é importante entendermos a composição química da água do Lago Malawi. Na verdade, os parâmetros de água são muito específicos e divergem em razão do nível de dióxido de carbono dissolvido. Desta feita, o PH do Lago Malawi varia de 7.5 a 8.5º, sendo que o seu valor será tanto mais alto quanto menor for o dióxido de carbono dissolvido. Exactamente por isso, nas zonas mais profundas do lago, onde não existe praticamente turbulência, o PH é relativamente menor. Variável é também a sua dureza total, situando-se entre os 4 e os 6 dH, enquanto que o seu KH (dureza carbonatada) encontra-se entre os 6 e os 8 dH. Inserido num clima tropical e com um índice pluviométrico significativo, a temperatura à superfície do lago pode variar consoante a estação do ano, situando-se entre os 23º e os 28ºC. A cristalinidade das suas águas depende igualmente da variação de temperatura e simultaneamente das chuvas que se fazem sentir no lago, alcançando uma visibilidade média de 13 a 23 metros. Já a incidência solar ronda as 2,5 a 3 horas diárias. Otter Entendermos a química da água do Lago Malawi é um passo importante para o sucesso na manutenção dos ciclídeos africanos nos nossos aquários. Na verdade, o estudo de um biótopo permitirá recriá-lo com as condições muito próximas da origem e, desta forma, contribuir para uma qualidade de vida dos exemplares que mantemos. Embora a flora do lago não seja muito diversa, encontramos algumas Macrophytes emersas, nomeadamente as Phragmites Mauritianus, para além de algumas concentrações de clorofila que variam em função da profundidade do lago. Contudo, nos nossos aquários são comummente utilizadas as Valisnérias que na realidade são também parte constituinte da flora do lago. Chiloelo As formações rochosas que tantas vezes tentamos recriar divergem um pouco daquelas que encontramos no fundo do lago. Na verdade, os grandes rochedos graníticos que caracterizam o seu fundo nem sempre permitem uma recriação idêntica ao biótopo de origem. A par destes rochedos, o fundo está coberto de seixos arredondados, também eles graníticos, alternando com zonas mais arenosas onde também é possível encontrarmos alguns mbunas mais expansivos. Video Meponda - Lago Malawi Bibliografia Ad Konings, Malawi Cichlids in Their Natural Habitat, Julho 2001 Eccles, D.H., An outline of the physical limnology of Lake Malawi (Lake Nyasa), Limnol, 1974 Jos Snoeks and Ad Konings, The Cichlid Diversity of Lake Malawi/Nyasa/Niassa: Identification, Distribution and Taxonomy, Novembro 2004 Fotografias retiradas do CD: Malawi Cichlids (AD Konings). Video do membro Miguel Figueiredo
  18. Olá Rafael, há quanto tempo está esse aqua a funcionar? Algumas plantas ou nenhuma? Partindo do pressuposto que não terás quase plantas nenhumas no aqua, desliga a luz durante 3 dias consecutivos e, durante esse período, faz uma TPA diária de 25% (aproveita e limpas os vidros antes de efectuar as TPA's). Ao fim desses três dias volta a ligar a iluminação e vais ver que estará tudo branquinho. Note-se que as constantes TPA's e em quantidade elevada só devem ser efectuadas se o ciclo do aqua já estiver completo, caso contrário acabam por destabilizar os parâmetros iniciais pretendidos. Um abraço,
  19. Amigo Ricardo, o Fluval 405 dá perfeitamente para a litragem do teu aqua, no entanto, se tens oportunidade para adquires o FX5 nem penses duas vezes... simplesmente 5 estrelas! Um abraço,
  20. Olá Luís, de facto as tuas dúvidas foram todas dissipadas com as respostas que os membros Edgar e Tiago te deram. Os Metriaclima Lombardoi são realmente considerados dos Mbunas mais agressivos e convém, exactamente por isso, pensares bem nas compatibilidades com outras espécies (especialmente se tiveres um aqua inferior a 120 cm de frente). A transformação do macho começa de facto por volta dos 5-6 cm de comprimento, enquanto que a fêmea mantém a sua cor original. De alertar ainda que, acontece inúmeras vezes, no período de incubação, a fêmea ganhar a mesma tonalidade de cor que o macho. No caso de decidires manter essa espécie aconselho-te a arranjar pelo menos um trio (M*F*F), caso contrário, corres o perigo da fêmea não suportar as perseguições constantes do macho na tentativa (e efectivação ) de acasalamento. Um abraço,
  21. Marco Monteiro

    Aqua Discus

    Confesso que CAE's eu já vi muitas vezes colarem-se ao Discus, mas SAE's nunca vi nenhum. Eu tenho 4 SAE's no meu amazónico com os Discus e nunca tive qualquer problema, aliás, são uma enorme ajuda no combate às algas... Um abraço,
  22. Só faltou o escorrega 5 estrelas! Um abração,
  23. Sim, enquadra-se no PH, contudo convém não esquecer que no Lago Tanganyika encontras uma dureza total entre 11 a 17dh, enquanto que no Malawi varia entre 4 a 6 dh! Notório, não? Se os deixares só para crescer e mais tarde retirares, não vejo inconveniente... Abraço,
  24. Boas, a mistura de biótopos nem sempre é tão simples e de fácil manutenção. Pessoalmente não a recomendo a ninguém! Biótopos diferentes, parâmetros de água diferentes, comportamento/sociabilidade/territorialidade também diferentes, alimentação divergente e, por conseguinte, fraca qualidade de vida... Dá uma olhadela nas fichas de cada uma das espécies! O resto será por tua conta e risco... Um abraço, Neolamprologus Brichardi Labidochromis Caeruleus
  25. Sem dúvida que cada caso é um caso e isso já foi inúmeras vezes comprovado, aqui mesmo neste fórum. De notar que, apesar da pacificidade de algumas espécies, é importante recordarmos qual o seu tamanho quando adultos e, sinceramente, os Pseudotropheus Acei são dos que ficam bem grandinhos e talvez por isso custe um pouco acreditar no sucesso e manutenção destas espécies em aquas com 80 cm de frente (sucesso + manutenção = qualidade de vida semelhante ao biótopo original das espécies). Um abraço e boa sorte,