Animais Venenos ou Perigosos nos nosso aquarios


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Boas,

Seguindo o raciocinio de outro Topico recente, aqui fica o link - http://www.aquariofilia.net/forum/index.php?showtopic=77414 venho aqui deixar um desafio. Colocarem aqui as vossas experiencias ou conhecimentos, sobre situacoes de contacto com animais perigosos nos nossos aquarios. Qualquer opiniao e benvinda. Sugeria um formato do tipo = Ficha tecnica do animal, com o maximo de informacao util, possivel, experiencias anteriores ou actuais, etc.

Espero a vossa contribuicao para enriquecer os nossos conhecimentos.

Abraco,

Paulo

Edited by octopus
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Se nao se importam, comeco eu.

 

polvoaneisazuis.jpg

 

POLVO DE ANEIS AZUIS ( Hapalochlaena Maculosa)

 

Reino -------------- Animalia

Filo ----------------- Mollusca

Classe ------------ Cephalopoda

Ordem ------------ Octopoda

Familia ----------- Octopodidae

Genero ----------- Hapalochlaena

Especie ---------- H. Maculosa

 

O polvo de aneis azuis, habita os recifes de coral da Australia. Em adulto, atinge o maximo de 20 cm. A sua dieta, consiste em pequenos caranguejos e camaroes. Eventualmente, consegue apanhar peixes que passam perto de si.

O polvo de aneis azuis, provoca com a sua mordida, uma injeccao de Tetradotoxina. A Tetradotoxina e um veneno que actua no sistema nervoso central e periferico, bloqueando estes sistemas, e, activando os quimiorecceptores, provocando a depressao dos centros respiratorio e vasomotores na Medula Oblongata.

A dose toxica em humanos, e muito baixa ( aprox. 1 mg.) o equivalente a cabeca de um alfinete.

PROPRIEDADES FISICO-QUIMICAS DA TTX

· Fórmula molecular: C11H17N3O8

· Peso Molecular= 319,31

· Ponto de Fusão = 220ºC

· Estável a temperaturas extremas

· pka (água) = 8,76

· pka (sol. hidroalcoólica 50%) = 9,4

· Solubilidade: solúvel em ácido acético diluído, ligeiramente solúvel em água, éter, etanol; praticamente insolúvel noutros solventes orgânicos.

· [α] D25 = -8,64º

MECANISMO INTERACTIVO

A tetrodotoxina é uma neurotoxina que actua por bloqueio dos canais de sódio dependentes da voltagem presentes nas membranas das células nervosas, ao nível periférico e central. Devido a este bloqueio, os iões Na+ ficam impossibilitados de atravessar o canal e não ocorre a despolarização da célula. Como resultado, a geração do potencial de acção é afectada e a propagação do impulso nervoso fica impedida.

Para além da sua interferência na transmissão neuromuscular, a toxina causa vasodilatação periférica e hipotensão, de um modo dependente da dose.

TTX E CANAIS DE SODIO

Os canais de sódio são constituídos por uma única cadeia peptídica com 4 unidades repetidas, cada qual formada por 6 hélices transmembranares. Essas unidades formam um poro transmembranar pelo qual vão passar os iões Na+.

A ligação da TTX ao domínio I da proteína está favorecida devido às interacções entre os resíduos de aminoácidos do canal iónico e os grupos funcionais da neurotoxina.

Os estudos realizados com a TTX permitiram diferenciar canais de sódio sensíveis à TTX (TTX-s Na+ channel) e canais resistentes à TTX (TTX-r Na+ channel). A TTX liga-se aos primeiros com uma afinidade de 5-15 nM enquanto que os segundos têm uma afinidade na ordem dos µM. As células nervosas que possuem canais TTX-resistentes estão localizadas principalmente no tecido cardíaco enquanto que as que contêm os canais TTX-sensíveis estão espalhadas pelo resto do corpo.

O bloqueio ocorre por ligação da TTX ao domínio I da proteína do canal de sódio, localizado no lado extracelular desse canal. Apesar de ser uma molécula maior do que o ião Na+, a ligação da TTX é favorecida por apresentar uma carga positiva no átomo de N. Deste modo, a entrada no canal é facilitada e aí vai ocorrer a ligação a um grupo lateral glutamato da cadeia peptídica. Numa segunda fase, há alteração na conformação dos peptídeos, o que fortalece ainda mais a ligação electrostática da TTX às proteínas.

A diferença na ligação entre o Na+ e a TTX reside no facto dos iões Na+ se ligarem reversivelmente numa escala de nanossegundos, enquanto que a TTX demora dezenas de segundos. Em consequência, a troca iónica do Na+ é afectada, a propagação do potencial de acção pelas células nervosas fica impedida e os músculos ficam paralisados.

 

 

Diagnóstico e Tratamento

Sintomas

 

A sintomatologia da intoxicação caracteriza-se por paralisia flácida crescente. A dificuldade respiratória manifesta-se cerca de 15 minutos apos a mordida. A vítima apresenta dispneia que piora se não for dada assistência médica. À medida que o oxigénio vai sendo cada vez menos, desenvolve-se cianose. A paralisia vai sempre aumentando, atingindo os músculos respiratórios, e da falência respiratória resulta disfunção cardíaca, com bradicardia e hipotensão, disfunção do sistema nervoso central, com redução da actividade mental podendo alcançar o coma, e convulsões.

A vítima fica, então, completamente paralisada, mas pode estar consciente, e nalguns casos mesmo lúcida, até momentos antes da morte, que acontece, normalmente, por asfixia.

A rapidez e a severidade da manifestação dos efeitos clínicos da TTX relacionam-se directamente com a quantidade de toxina injectada. As vítimas de envenenamento intenso rapidamente manifestam paralisia flácida.

Se os sintomas se desenvolvem na primeira hora, é sinal de envenenamento severo com prognóstico de morte. A morte ocorre, normalmente, entre as 4 e as 6 horas após a mordida, podendo acontecer a partir dos primeiros 20 minutos até um máximo de 8 horas. Se a vítima sobrevive às primeiras 24 horas, o prognóstico é bom e há uma grande probabilidade de recuperação total; 50 a 80 por cento das vítimas morrem nas primeiras 24 horas.

 

 

Tratamento

A linha de acção do tratamento passa pela observação e monitorização cuidada dos efeitos clínicos de forma a que a insuficiência respiratória e a falência cardíaca sejam adequadamente tratadas. A admissão da vítima na unidade de cuidados intensivos é requerida para os casos de intoxicação moderada e severa, para prevenir complicações relacionadas com efeitos cardiovasculares, falência respiratória e coma.

O doente poderá precisar de intubação endotraqueal para oxigenação e protecção no caso de fraqueza muscular com falência respiratória. A disfunção cardíaca pode ser prevenida com administração intravenosa (IV) de fluidos, vasoconstritores e anti-arrítmicos.

Está em estudo a eficácia de agentes colinérgicos para restaurar a actividade motora. A neostigmina inibe a degradação da acetilcolina pela acetilcolinesterase, facilitando a transmissão dos impulsos nervosos na junção neuromuscular. A dose para adulto é de 0,5mg por via intramuscular (IM) e a dose pediátrica é de 0,02mg/kg IV ou 0,04mg/kg IM.

O tratamento apenas ajuda a reverter os sintomas, já que não se descobriu ainda um antídoto eficaz contra a TTX. No entanto, está em fase de desenvolvimento um fármaco, a 4-aminopiridina (4-AP), que poderá ser usado como antídoto. Um estudo realizado há dez anos, revelou que a 4-AP repõe os níveis normais de respiração e frequência cardíaca em 30 minutos de administração a animais de laboratório envenenados com TTX que se encontravam no ponto de menor actividade cardio-respiratória. Estudos posteriores mostraram que a 4-AP é um bloqueador dos canais de potássio que contraria os sintomas do envenenamento por TTX; a dose terapêutica mais eficaz para os animais de laboratório foi definida como 2mg/kg. A pesquisa com a 4-AP continua com o objectivo de aperfeiçoar os efeitos provocados pelo fármaco, para que tenha aplicação na intoxicação por TTX em humanos.

Edited by octopus
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cynagus.jpg

 

Siganus Vulpinus

 

Classe: Actinopterygii

 

Ordem: Perciformes

 

Familia: Siganidae

 

Tamanhi max: 24cm

 

Reef safe: sim

 

Possui espinhos dorsais altamente venenosos, a picada não é fatal a menos que a pessoa afectada tenha reacções alérgicas ou um sistema circulatório instável. Devido à natureza da toxina, as dores são instantâneas e muito intensas durante algumas horas

Solução possível: aplicar calor ao local picado minimiza a dor.

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Green_Zoanthus.gifPalythoa%20parazoanthus_Gracilis_jaune.jpg

 

Zoanthus

 

Classe: Anthoza

 

Ordem: Zoanthidea

 

Familia:Zoanthidea

 

Todas as espécies de Zoanthidea produzem uma substância química chamada Palytoxin que é uma neurotoxina muito potente. É achado no muco pesado destas espécies. Estas espécies devem ser manipuladas muito cautelosamente. É muito importante usar proteção nas mão ao tocar nestes animais. A sua toxina é sistémica e pode entrar na circulação sanguínea se houver feridas nas mãos.

Esta toxina pode ser letal se ingerida ou entrar na corrente sanguínea

Edited by hugocc
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