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Gilberto Pimenta

peixes doentes e a morrer

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Boa tarde,

iniciei-me hoje aqui no fórum onde já me apresentei e também ao meu lago recente.

Hoje tive um problema no lago pois apareceram 3 peixes mortos e tenho pelo menos outros 3 doentes. Os peixes estão muito parados tanto à superfície como no fundo. Quando estão quase a morrer flutuam muito na superfície e mal conseguem dar às barbatanas. Começam também a descamar pois começam a largar uma "pele" branca muito fininha.

Os peixes são os habituais vermelhos, cometas amarelos e alguns de pele manchada. Tenho agora cerca de 15 peixes. 

Fica mais em baixo um resumo do lago assim como das fotos para poderem analisar se tenho algum erro estrutural no lago que potencie estas situações.

Obrigado comunidade e agradeço os comentários para tentar salvar estes peixinhos.

large.IMG_7074.JPGlarge.IMG_7073.JPGlarge.IMG_7071.JPGlarge.IMG_7072.JPGlarge.IMG_7068.JPGlarge.IMG_7069.JPGlarge.IMG_7070.JPG

Construí há cerca de duas semanas uma lago com +/- 1500 litros. Usei a habitual lona para impermeabilizar o lago. Revesti o lago em pedra para ficar um pouco mais engraçado.

tentei criar um ambiente o mais possível natural e autosuficiente. Apenas tenho uma bomba de 25w 1500 l/h para abastecer uma cascata artificial. A bomba (com um pequeno filtro de esponja) trabalha 15 min em cada 30 min durante o dia.

coloquei alguns refúgios para os peixes (peixes vermelhos e cometas amarelos).

alojei ainda +/- 120 pés de plantas aquáticas diversificadas como as bacopas monnieri e caroliniana, juncus repens, hygrophilia polysperma e difformis, alternanthera reineckii, e vesicularia dubyana.

Coloquei no fundo pedra vulcânica, brita branca e areia de rio.

Como a minha água é da rede pública quando encho ou reponho água adiciono um desclorante (Prime da Seachem) nas devidas proporções.

 

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Olá Gilberto, um lago não é muito diferente de um aquário dentro de casa no  que toca à biologia! Se montou o lago há 15 dias que lhe garante que tem as condições necessárias para que o ecossistema esteja pronto para receber os peixes? Se os peixes produzem amónia, não vejo onde estejam os 120 pés de plantas que comam os nitratos resultantes do ciclo de azoto ( que não deve estar concluído em apenas 15 dias...) Opta também por plantas de superfície tipo os nenúfares que são muito úteis em lagos. E porque razão a circulação só trabalha metade do tempo? Outra questão tem a ver com a temperatura do lago, para evitar que  morram de calor ou frio deve haver uma  profundidade máxima que os proteja da temperatura ambiente o que olhando pelas fotos não me parece ser o caso. Lá está, sem termos mais informações não te podemos auxiliar e podemos estar a dizer barbaridades.

Mas não desanimes, o teu lago ficou muito bonito e se foi feito por ti ainda mais orgulho deves ter! 

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 Boas Gilberto,

Vi o seu post e como no início do Verão ajudei um amigo com um problema algo semelhante, decidi responder-lhe. O membro Tozé Nunes já lhe deu umas boas pistas, mas permita-me que lhe diga como eu resolveria o problema passo a passo...

Passo 1: Retirava já todos os peixes ainda vivos do lago e punha-os num aquário-hospital (já com o filtro maturado e água de boa qualidade, evidentemente). O facto de os peixes estarem a largar muco é sinal de que a qualidade da água não está nada boa. Muito provavelmente os seus peixes estão com uma intoxicação por amónia (NH4), decorrente da introdução de demasiados peixes num lago não-ciclado, algo que é quase sempre fatal... Se olhar para os opérculos deles, aposto que estão inflamados. Se algum sobreviver será por sorte. Mas é capaz de ter também um valor elevado de nitritos (NO2), que também são tóxicos

Passo 2: Mudava 40 a 50% da água do lago para reduzir os níveis de amónia e nitritos para valores não-tóxicos e deixava o filtro a trabalhar 24 horas por dia (sem o limpar). Pode usar água da rede pública, desde que acondicionada (eu media os parâmetros da água pública, para saber com o que podia contar no futuro... Às vezes os resultados não são nada satisfatórios...) Como o lago já não tem peixes nesta etapa, não importa a temperatura da água nova.

Passo 3: Esperava uma semana (sempre com o filtro a trabalhar) para fazer novas mediçōes dos parâmetros e corrigia o que for preciso (se a amónia e os nitritos ainda estiverem altos, esperava mais uma semana e voltava a testar). Se depois disso continuassem altos, ia ver se não estaria a haver alguma contaminaçāo proveniente dos terrenos adjacentes (algo bastante comum, mas muitas vezes esquecido... Convém nunca esquecer que um lago não é um ambiente tão fechado quanto um aquário).

Passo 4: Se já não houvesse níveis de amónia significativos e os nitritos estivessem na casa dos 0.25 ppm, recomeçava a ciclagem do lago com uns 4 ou 5 casais de (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal (são muito resistentes e compram-se no Koi Park, em Almada, como alimento vivo por meia dúzia de euros...) e alimentava-as espartanamente durante 2 a 3 semanas. Voltava a medir os parâmetros findo esse prazo e voltava a corrigir o que fosse preciso. Mas terminada esta fase já deveria estar tudo normalizado.

Passo 5: Esperava mais 1 a 2 semanas antes de introduzir os peixes (em média sāo precisas 6 a 8 semanas para fechar o ciclo do azoto) e ia pondo os peixes aos poucos (1 a 2 por semana) durante as semanas seguintes até chegar aos tais 15 peixes que você quer... Para um lago de 1500 litros parece-me um povoamento sustentável, mas isso depende mais da área da superfície do que da profundidade do lago. Não se esqueça de que a troca gasosa ocorre sobretudo à superfície (ao agitar as águas da superfície com o fluxo da sua cascata, por exemplo, estará a ampliar a área da superfície) Ou seja, em 2 lagos com a mesma área de superfície, o que for mais fundo não pode levar mais peixes do que o outro. Embora o mais fundo tenha mais água, a troca gasosa à superfície é que conta para calcularmos os peixes que podemos lá pôr. É assim que se fazem as contas.

Conclusão: só há uma coisa que você não pode comprar para resolver o seu problema, que é paciência. Essa exige tempo de espera, mas o tempo é grátis...

E já agora, se me permite, para o lago escolhia carpas Koi e não cometas ou pimpōes (duram muito mais anos e são mais domesticáveis). Ficam maiores mas quando crescessem vendia as que não quisesse. E se depois quisesse livrar-se das (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal eu ficava-lhe com elas para dar de comer aos meus peixes, em troca desta consulta... (Agora estou a brincar, claro)

Ah! Já me esquecia: também metia no lago uns jacintos de água para ajudarem a evitar as explosões de algas (algo expectável quando chegar o Verão de Sāo Martinho...). Atençāo que a venda destas plantas está proibida, por se tratar de uma espécie invasora (como em Portugal não há capivaras para os comerem, tornam-se uma praga num instante...) mas há sempre alguém que nos pode oferecer uns pés, desde que sejamos responsáveis e não os deitemos fora sem os destruir. Eu confesso que mantenho alguns em casa numa simples bacia com água e dão umas flores absolutamente espectaculares (um dia destes ainda faço um post intitulado "A minha bacia com jacintos de água", anexo fotos deles e vai ver que muita gente vai ficar de queixo caído...)

Boa sorte. Cumprimentos

Edited by josegmoreira
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Boa noite,

antes de mais agradecer ao Tozé Nunes e josegmoreira pela ajuda.

De facto este lago não é profundo. Tem em média 50 cm de profundidade e a área de superfície deve andar em 4 a 5 m2.

Fiz muito pelo o que vi em lagos de familiares em que conseguiram um equilíbrio biológico muito agradável... tratou-se de sorte e não de saber. Não imaginava todas estas especificidades que são completamente determinantes. Eles têm os lagos deles com peixes e a única coisa que fazem é dar comida e mudar água de 3 em 3 meses!!!!

Sobraram-me 4 peixes desta minha chacina (2 carpas Koi e 2 cometas que vieram de um lago de um familiar). Estão em tratamento.

Decidi ler mais um pouco e investir no lago.

O facto da bomba não trabalhar 24/24h era apenas por receio que queimasse mas já falei com o fornecedor e percebi que o material está preparado para isso.

Adquiri um filtro (aqueles tipo balde com a cerâmica e as esponjas-filtro, e a lâmpada UV). Comprei também os testes para cloro, nitratos e amónia. Assim já consigo verificar a qualidade da água. Comprei ainda "aditivos" (da Seachem) para controlar os níveis quando dispararem.

Quanto às plantas estas ainda são pequenas e estão todas alojadas no fundo. Tenho andado à procura de nenúfares mas nesta zona não tem sido fácil. Quem os tem pede demasiado dinheiro por elas. Quanto aos jacintos de água por saber que são uma praga estava a tentar evitá-los mas talvez ainda coloque alguns pois realmente são bonitos.

Optei por retirar toda a água e encher novamente. Tratei a água e tenho-a continuamente a circular (com filtragem) desde as 20h de terça-feira. Estava a pensar deixar duas semanitas neste ciclo e só depois começava a adicionar os peixes.

Só não percebi a mais-valia das Gambuzias antes das carpas Koi. elas ajudam na criação do ciclo/ecossistema?

Mais uma vez obrigado pela ajuda.

Cumprimentos, Gilberto

 

 

 

 

 

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Caro Gilberto,

Sugeri as (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal sobretudo porque as carpas Koi são peixes caros e nāo é boa ideia usá-las como "cobaias" no arranque do lago. Por outro lado, como são um peixe muito mais pequeno que uma Koi (mesmo do que uma Koi juvenil), um pequeno cardume de (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal representa para o lago uma carga de biomassa muito inferior ao de 3 ou 4 carpas Koi, não o saturando tão depressa na fase de arranque, em que o equilíbrio biológico sinda não foi atingido.

Além disso, as (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal servem também para controlar a salubridade (comem as larvas de mosquito que abundam nos pontos mortos dos lagos, nomeadamente nas margens, onde a circulaçāo da água é deficiente e onde as carpas muitas vezes não chegam). Ou seja, ajudam muito no início do ciclo, além de que são peixes muito resistentes a condiçōes adversas.

Aliás, convém esclarecer que a venda das (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal enquanto peixes ornamentais está proibida e quem as largar na natureza sujeita-se a multas pesadas, pois são uma espécie invasora. Eu uso-as apenas como alimento vivo, (depois de as desparasitar numa solução concentrada de azul de metileno) e para ciclar os lagos. Num lago, depois de estabelecida uma colónia e nascerem alevins, é sinal de que as condiçōes biológicas do meio já estão boas.

Um exemplo de um lago muito recente num espaço público que durante um ano só teve (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal (a testar a água e a rodar o ciclo) é o do lago da fase 3 do Parque dos Poetas, em Oeiras, perto de onde moro. Agora está cheio de crias de (G a m b u s i a s) Espécie inserida no DL 565/99. Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal e só na passada Primavera é que começaram a adicionar Kois e cometas. Porque a fórmula que eu lhe sugeri está comprovada...

Por outro lado, suspeito que as plantas que pôs no seu lago não sejam capazes de sobreviver a um inverno rigoroso. Se a temperatura da água cair abaixo dos 5 graus quase que aposto que irão todas à vida... Já os nenúfares e os jacintos são capazes de sobreviver a esse frio. Mas os nenúfares também são caros e por isso mesmo eu sugeri os jacintos de água (para servirem de cobaias e retirarem os nutrientes da água que costumam levar a explosōes de algas em lagos novos).

Não sei onde você está, mas eu costumo adquirir os nenúfares no Viveiro Belo Horizonte, em Alcabideche (junto ao centro de reabilitação do Alcoitão) pois aí costumam ter boa qualidade e uns preços muito aceitáveis. Eu evito os viveiros que só têm nenúfares esporadicamente ou por encomenda, pois nesses os preços costumam ser exorbitantes. No Koi Park também encontra bons nenúfares a bons preços.

Quanto a você ter de aprender ainda muita coisa, não se assuste. Vai ver que essa curva de aprendizagem é das coisas mais fascinantes deste hobby. E volto a dizer-lhe: a paciência, o ter calma e saber esperar pelo curso natural das coisas é a única coisa que não se compra. Você até podia inocular o seu lago com bactérias dos lagos dos seus familiares e acelerar o processo, mas grande parte da magia está em aprender a saber o que está a suceder e acompanhar essa evolução.

Pelas fotos que partilhou, o seu lago está fantástico e parece-me que tem tudo para resultar e alcançar um equilíbrio biológico a curto prazo. Você já tem o diagnóstico do que estava a falhar. Agora está nas suas mãos aprender a orientá-lo para ele ser o ambiente/ecossistema que você deseja para os seus peixes.

Só mais uma pergunta: por acaso não mediu os níveis de amonia e de nitratos antes de mudar a água do seu lago, pois não? Fiquei curioso...

Cumprimentos,

José Guilherme Moreira

Edited by josegmoreira
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José Guilherme Moreira mais uma vez muito obrigado pela resposta e pelo seu tempo.

 

Não medi os valores da água antes de retirar a água. Mas para acontecer o que aconteceu não estava nada famoso...

Eu moro em Valongo (Porto).

As temperaturas no inverno não vão ser famosas mas já estive a engendrar uma ou outra solução para controlar pelo menos a geada e neve que possam agravar ainda mais a temperatura da água.

Vou ter de pesquisar alguns pontos de venda mas especializados nesta área pois tudo o que encontro é como você refere e acaba por ser tudo muito caro e sem a qualidade desejável.

Quanto às (G a m b u s i a s) [b][color="#FF0000"] Espécie inserida no DL 565/99.[/color] [url="http://http://www.aquariofilia.net/forum/index.php?showannouncement=6"]Lista de espécies cuja venda é proibida em Portugal[/url][/b] já percebi e penso ser realmente uma boa opção.

Vamos ver como vão correr as coisas daqui em diante.

 

Cumprimentos,

Gilberto Pimenta

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